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O que há de estranho em mim, de Gayle Forman

Neste livro conhecemos a história de Brit Hemphill, uma garota de cabelos rosa com mechas pretas que ama tocar guitarra em sua banda Clod. No auge de seus 16 anos, ela tem um jeito diferente que faz com que sua madrasta ache que ela é uma má influência para Billy – seu irmão mais novo que é apenas um bebê.


''Há monstros ao nosso redor
Eles são tão difíceis de ver
hey não têm presas, sem garras ensanguentadas

Eles se parecem com você e eu.''

Título: O que há de estranho em mim
Autora: Gayle Forman
Páginas: 224
Editora: Arqueiro

A madrasta consegue convencer o pai que ao internar a filha em uma clínica estará ajudando a menina. A Red Rock, um 'centro de tratamento residencial' para adolescentes rebeldes só lhe faz mal. Lá ela é apresentada a um método de terapia um tanto quanto duvidoso, que inclui falar mal das outras jovens presentes e dedurar as infrações das mesmas em troca de liberdade e confortos.

Para sobreviver a tudo isso, Brit acaba fazendo amizade com outras meninas – V, Bebe, Martha e Cassie –, que formam um clube secreto. Juntas, elas vivem aventuras e fazem de tudo para que a vida dentro do reformatório não seja tão monótona e nem as enlouqueçam de verdade.

O livro é um pouco infantil e previsível sim. Mas, para quem não tem problema com isso, assim como eu, vale a pena a leitura. Esta que, por sua vez, é muito rápida. Livro perfeito para se ler em uma tarde.

A autora nos faz questionar quem realmente não os loucos. Afinal, o que tem de errado em uma adolescente que namora muito? Que gosta de sexo? Que toca em uma banda de rock? Ou que é acima do peso estimulado por essa sociedade terrível? Gayle Forman transforma o reformatório em um paralelo da sociedade. Um lugar que nos julga, humilha e nos impõe padrões.

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