25.7.18

Jogador número um, de Ernest Cline

Júlia Raquel

“Era o despertar de uma nova era, na qual a maioria da raça
humana passava todo o tempo livre dentro de um videogame”.

Jogador número um
ERNEST CLINE
463 páginas
Ficção científica
Leya
Onde comprar: Amazon
Avaliação: 4🌟’s

O ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto. Wade Watts é mais um dos que escapa da desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS – uma utopia virtual global que permite aos usuários ser o que quiserem; um lugar onde se pode viver e se apaixonar em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980. Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS: o falecido James Halliday, bilionário e criador do jogo, escondeu em algum lugar desse imenso playground uma série de Easter Eggs, e premiará com sua enorme fortuna – e poder – aquele que conseguir desvendá-los. E Wade acabou de encontrar o primeiro.

A Terra foi bombardeada por guerras. O povo convive com a fome. O desemprego em massa é a mais nova realidade. Wade Watts vive nesse mundo completamente diferente do nosso, em meio a vários trailers empilhados um por cima do outro, simulando um prédio repleto de apartamentos. Ali ele vive sob a tutela de uma tia que não dá a mínima para ele. Mas, essa é apenas uma parte da vida do garoto. No mundo em que ele passa a maior parte da própria vida, ele é chamado de Parzival. Em 2044 o único refúgio da humanidade para fugir da realidade diatópica é o Oasis.

O Oasis é universo virtual criado pelo incrível James Halliday. Lá é possível ter uma nova vida e por isso grande parte da população mundial dedica todo o tempo disponível ao jogo. Há casas, bairros, escolas, trabalho, lutas, disputas, shoppings, viagens. Tudo o que você imaginar, a realidade virtual tem. O problema é que tudo isso está sendo ameaçado.

James Halliday morreu. Porém, antes da doença acabar com a própria vida, o programador deixou instruções precisas de uma caça a um tesouro virtual. Aquele que descodificar as mensagens, encontrar as três chaves e passar pelos três portões, será o vencedor. O prêmio? O próprio Oasis e toda a fortuna conquistada por Halliday. A partir daí uma grande corrida pelo ovo dourado começa e Wade é o primeiro caça-ovo a descobrir a resposta.

“Por mais assustadora e dolorosa que a realidade possa ser, é também o único lugar onde se pode encontrar felicidade de verdade. Porque a realidade é real”.

Assim como o Wade eu sou apaixonada pela cultura dos anos 80, mesmo tendo nascido sete anos após o fim dessa década. Ver tanta referencia a filmes e músicas que são os meus favoritos foi incrível. Já na parte dos jogos, confesso, sou bem leiga, mas em nenhum momento enfrentei dificuldades para entender o que estava sendo descrito. Na verdade só aumento a minha vontade de ter vivido nesse tempo. Ernest Cline soube dar o tom certo para a estória.

Além disso, a estória nos trás algumas mensagens como o poder das amizades e como é possível se apaixonar pela essência da pessoa, sem ao menos saber como é a aparência verdadeira. O amor vai muito além disso. Mesmo tendo esse quê de romance, em nenhum momento este é o foco. A caça é a coisa mais importante na vida desses personagens.

Mas, se gostei tanto assim, porque eu não dei cinco estrelas? Simples, são tantas as explicações que em alguns momentos a leitura se tornou chata. O maior problema com isso, para mim, foi no início da leitura, quando até cheguei a cogitar deixar o livro um pouco de lado. Acredito que só não fiz isso, pois já havia assistido ao filme e sabia do potencial dessa estória. Foi por volta da página 100 a 150 que tudo começou a melhorar e a leitura fluiu. Deslanchei nas páginas e acabava um capítulo já querendo o próximo. Acho importante comentar isso para que futuros leitores não desistam e persistam na leitura.

O livro já tem adaptação cinematográfica dirigida pelo Steven Spielberg, com uma ótima escolha dos autores, efeitos maravilhosos e claro, uma pegada bem parecida com as páginas. Confira o trailer:


Como revelado anteriormente, eu sou apaixonada pela cultura dos anos 80 e com a música isso não seria diferente. Por isso, para mim, a trilha sonora do filme é uma das melhores de todos os tempos e eu posso provar rs. Não deixe de escutar essa playlist fantástica:



E ai, você ficou curioso com essa leitura? Quem já leu, ou assistiu o filme, gostou da estória? Até o próximo post!
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