2.7.18

O pior dos crimes, de Rogério Pagnan

Júlia Raquel


O pior dos crimes
ROGÉRIO PAGNAN
336 páginas
Não ficção
Record
Onde comprar: Amazon
Avaliação: 5🌟’s 

A história completa do assassinato que chocou o Brasil Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem.

Em 29 de março de 2008 o Brasil parou para assistir e ler reportagens retratando um acidente envolvendo uma menina de oito anos. Ela havia caído do sexto andar do prédio onde morava. Naquele dia o nome Isabella de Oliveira Nardoni ficaria marcado na memória de todos os brasileiros. Hoje, mais de dez anos depois, o crime bárbaro ainda vive na memória do povo.
Recentemente o jornalista Rogério Pagnan lançou este livro que aborda o antes, durante e depois do crime cometido. Ele trás a tona a vida do casal, da mãe, família, antes de se quer Isabella nascer. Também mostra detalhadamente aquele dia 29 de março. Os erros e acertos da polícia, e perícia, sobre a cena do crime. O cerco que a mídia montou em volta do casal e a fúria dos brasileiros por justiça.

Rogério não aponta culpado. Ele esclarece erros de investigação, pessoas que não foram ouvidas, outras deixadas de fora dos questionamentos e até mesmo uma possível confissão do pai ainda em 2008. São diversos os pontos desse livro. Pagnan nos mostra os bastidores de uma investigação, tudo isso contado por quem presenciou o acontecimento.

O autor soube escrever essa obra de maneira fantástica. Ao ler você não percebe se tratar de um livro reportagem/jornalístico, está mais para o gênero policial. A leitura não é cansativa. Instiga a querer mais e deixa o leitor boquiaberto em diversos momentos.

O livro é tão bom que me despertou a vontade de escrever mais sobre o assunto e ir a fundo nessa história. “Jornalismo na web e memória: a cobertura jornalística sobre os dez anos da morte de Isabella Nardoni” foi o tema do meu artigo científico neste semestre da graduação de Jornalismo. Na próxima fase do curso já inicio o meu tcc e penso seriamente em fazer sobre algo relacionado a isto e outros crimes que chocaram o nosso país. Quem sabe.

E ai, tem curiosidade em saber mais sobre esse caso que ainda mexe com os nossos sentimentos? Quem já leu, gostou? Até a próxima resenha!
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2 comentários:

  1. Olá!
    Que bacanaaa, adorei que você se inspirou no livro! Eu também li ele recentemente e eu faço faculdade de Direito e curti muito a parte de investigação.

    Beijão
    Leitora Cretina

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    Respostas
    1. Oi Mônica, tudo bem? A parte de investigação também é ótima. Eu realmente adorei esse livro e já estou procurando outros do gênero. Obrigada pelo comentário.

      Beijos!

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Luna Literária • 2017 Feito com amor por: Lariz Santana