25.10.18

22 de julho: a tragédia na Noruega

Júlia Raquel
Foto: Netflix 


A mais recente produção do serviço de streaming Netflix, intitulada 22 de julho, retrata um atentado terrorista que marcou o ano de 2011 na Noruega. Motivado por ideologias políticas, Anders Behring Breivik planejou um atentado a um prédio do governo e a um acampamento de adolescentes integrantes do Partido Trabalhista norueguês. O homem atirou covardemente contra 77 pessoas, em maioria crianças e adolescentes que estavam na ilha de Utoya.

Diferente de filmes que retratam atentados, este também foca nos acontecimentos após o incidente. Em um primeiro momento o diretor do filme, Paul Greengrass, foca todas as cenas no terror que os integrantes do acampamento sentiram desde o momento da chegada de Anders com os primeiros tiros, até quando o terrorista avança e caça um a um entre as árvores do terreno.

22 de julho também mostra como alguns sobreviventes estão lidando com a tragédia, as famílias das vítimas e o julgamento do terrorista. Neste processo os verdadeiros protagonistas são apresentados, os motivos e consequências do atentado. O terrorista, interpretado por Anders Danielsen Lie, revela-se  um militante de extrema direita que compartilha da ideia de que a Europa deveria fechar as próprias fronteiras para os imigrantes.

Além do olhar sobre Anders, outro personagem com grande destaque é Viljar Hanssen, um dos sobreviventes do atentado. A recuperação e também o testemunho contra o terrorista durante o julgamento são mostrados no longa. O ator responsável por dar vida ao personagem, Jonas Strand Gravli, brilha na tela e consegue compartilhar com o telespectador toda a dor e a busca para tentar compreender como será o futuro após a tragédia.

Completando os protagonistas, também é apresentado o advogado Geir Lippestad, interpretado por Jon Oigarden. Neste ponto o roteiro deixa a desejar, pois os verdadeiros motivos de Lippestad aceitar o caso não são esclarecidos ao longo dos minutos.

Também vale ressaltar que as escolhas dos atores para darem vida aos personagens são magníficas. Após o termino do filme, eu fui pesquisar mais sobre esta tragédia e quem de fato eram os envolvidos. A semelhança entre as vítimas e os atores são gigantescas, de fato foram escolhidos a dedo.

No mais a mensagem final do filme é clara, a intolerância e preconceito muitas vezes estão camuflados por boas ideias, podendo levar os próprios seguidores ao extremo.

Confira o trailer:


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