19.6.19

A menina que roubava livros, de Markus Zusak

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

A menina que roubava livros
Markus Zusak
480 páginas
Drama
Editora Intrínseca
Avaliação:4.5🌟’s


Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

Texto por: Kauana Mulinari | Pode conter spoilers

Já imaginou ficar cara a cara com a morte três vezes e, ainda assim, sair viva de todas elas? Isso aconteceu com Liesel Meminge entre os anos de 1939 e 1943. A própria morte, de tão impressionada, decidiu contar essa história no livro “A Menina que Roubava Livros”.

Liesel e o irmão, filhos de uma mãe comunista perseguida pelo nazismo, se veem obrigados a irem morar com uma família adotiva em uma cidade da Alemanha. No entanto, o primeiro encontro com a morte acontece, e apenas a garotinha consegue chegar ao destino com vida.

Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.

A história se passa à época em que Hitler liderava um exército nazista e era idolatrado por boa parte da população Alemã. Liesel encontra uma maneira de ler os livros que, cruelmente, são incendiados em eventos de comemoração. Ao longo do livro, diversos personagens que ajudam a compor e a entender esta época da história são apresentados, como por exemplo um escritor Judeu, que fica escondido no porão da família adotiva de Liesel.

A morte conta de uma maneira suave sobre a vida não muito feliz da garota, que tenta compensar a solidão com a companhia de um pai adotivo. Vivendo em uma linha tênue entre aproveitar a infância e conviver com a crueldade do mundo real.

E você, já leu o livro? O que achou da história contada pela própria morte?
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