26.6.19

5 motivos para ler: série Hush Hush

Júlia Raquel
Foto: Luna literária



Série Hush Hush
Becca Fitzpatrick
4 livros
Romance
Editora Intrínseca
Avaliação: 4.5🌟’s

Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.

Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais íntimos.

Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.


A série de livros Hush, Hush conta a história de uma estudante dos Estados Unidos, Nora Gray, que se depara com um novo colega de classe cheio de mistérios, Patch. Aos poucos, as circunstâncias vão fazendo com que os dois se aproximem e o interesse de Nora em conhecer um pouco mais sobre o menino, cresce. Mas, Patch esconde um segredo que ela jamais poderia imaginar.

motivo um O leitor vê-se dentro das cenas narradas com facilidade.
Todas as partes de ação dos quatro livros são minuciosamente narradas. A autora da Saga, Becca Fitzpatrick, descreve as cenas com uma infinidade de detalhes que é praticamente impossível não se imaginar no cenário e entender a história de dentro dela.

motivo dois A saga vai virar filme.
Em julho do ano passado, a autora da saga publicou em sua conta do Twitter que a história da Nora e Patch vai para as telinhas. Quem vai dirigir o filme é Kellie Cyrus, que já produziu materiais como The Vampire Diaries e Dexter.

motivo três A escrita é fácil de entender.
Ao todo são quatro livros, cada unidade contém mais de 300 páginas, mas a história é fácil de entender e a linguagem não tem mistérios. Todos os leitores, das mais variadas idades, podem facilmente ler e compreender a saga.

motivo quatro Assuntos relacionados à Bíblia, mas sem religião.
A saga trata sobre personagens bíblicos que, para alguns, fazem parte da história de criação do universo. Anjos, anjos caídos e Nefilins. No entanto, em nenhum momento dos livros a autoria cita algum tipo de religião, o que faz com que a leitura seja interessante para todo o tipo de público.

motivo cinco Mesmo após revelar o segredo, o mistério continua
A autora não demora muito para revelar o segredo acerca do novo colega de classe da protagonista. No entanto, mesmo assim, o mistério continua ao longo de toda a saga. A cada final de livro, a autora deixa uma pergunta diferente na cabeça de quem os lê, fazendo com que a vontade de descobrir as respostas seja grande.

E aí, o que você achou? Esses motivos te convenceram a ler a saga?
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19.6.19

A menina que roubava livros, de Markus Zusak

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

A menina que roubava livros
Markus Zusak
480 páginas
Drama
Editora Intrínseca
Avaliação:4.5🌟’s


Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

Texto por: Kauana Mulinari | Pode conter spoilers

Já imaginou ficar cara a cara com a morte três vezes e, ainda assim, sair viva de todas elas? Isso aconteceu com Liesel Meminge entre os anos de 1939 e 1943. A própria morte, de tão impressionada, decidiu contar essa história no livro “A Menina que Roubava Livros”.

Liesel e o irmão, filhos de uma mãe comunista perseguida pelo nazismo, se veem obrigados a irem morar com uma família adotiva em uma cidade da Alemanha. No entanto, o primeiro encontro com a morte acontece, e apenas a garotinha consegue chegar ao destino com vida.

Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.

A história se passa à época em que Hitler liderava um exército nazista e era idolatrado por boa parte da população Alemã. Liesel encontra uma maneira de ler os livros que, cruelmente, são incendiados em eventos de comemoração. Ao longo do livro, diversos personagens que ajudam a compor e a entender esta época da história são apresentados, como por exemplo um escritor Judeu, que fica escondido no porão da família adotiva de Liesel.

A morte conta de uma maneira suave sobre a vida não muito feliz da garota, que tenta compensar a solidão com a companhia de um pai adotivo. Vivendo em uma linha tênue entre aproveitar a infância e conviver com a crueldade do mundo real.

E você, já leu o livro? O que achou da história contada pela própria morte?
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12.6.19

A conquista, de Elle Kennedy

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

A conquista
AMORES IMPROVÁVEIS #4
Elle Kennedy
336 páginas
Romance adulto
Editora Paralela
Avaliação: 5🌟’s + 

De todos os jogadores do time de Hóquei da universidade de Briar, John Tucker se destaca por ser o mais sensato, gentil e amável. Diferente de seus amigos mulherengos, ele sonha mesmo é com uma vida tranquila- esposa, filhos e, quem sabe um dia, abrir um negócio próprio. Mas nem mesmo o cara mais calmo do mundo estaria preparado para o turbilhão de emoções que ele está prestes a enfrentar. Sabrina James é a pessoa mais ambiciosa, dedicada e batalhadora do campus. Seu jeito sério e objetivo é interpretado por muitos como frieza, mas ela não está nem aí para sua fama de antipática. Tudo o que ela quer é passar em Harvard, tirar ótimas notas e conquistar a tão sonhada carreira como advogada. Só assim ela conseguirá escapar de seu passado difícil e de sua família terrível. Um acontecimento inesperado vai desses jovens de cabeça para baixo. Tucker e Sabrina vão precisar se unir e rever seus planos para o futuro. Juntos, eles aprenderão que a vida é cheia de surpresas, e que o amor é a maior conquista de todas.
[Alerta de spoiler: só leia a resenha após finalizar a leitura do volume anterior, O jogo]

A Conquista é o quarto e último volume da série Amores Improváveis, escrito pela Elle Kennedy e publicado aqui no Brasil pela Editora Paralela. A obra dá continuidade a história e dessa vez nos apresenta como personagem principal John Tucker e Sabrina James.

Sabrina é o tipo de pessoa ambiciosa, dedicada, batalhadora e sem medo, ou vergonha, de fazer o que for preciso para alcançar os próprios objetivos. Estudante da universidade de Briar, a jovem se envolve com quem deseja e não tem problema algum em tentar mudar a fama de “fria” que possui. Por trás de tudo isso, sempre há algo mais. A garota tem uma relação difícil com a família e só quer poder deixar tudo isso para trás. Mas, a vida entrega uma daqueles surpresas e Sabrina se vê grávida.

John Tucker é um dos jogadores do time de Hóquei da Briar e, diferente dos colegas, o rapaz é o mais sensato, responsável, gentil e até sonha em levar uma vida tranquila com a mulher dos sonhos. Mas, nem mesmo ele estava preparado para a reviravolta que a própria vida iria levar. Sim, ele é o pai do filho de Sabrina James e agora precisa lidar com toda a situação e tentar planejar o futuro lado a lado com a jovem.

“E então ela me oferece uma abertura.
- E o que você quer hoje em dia?
- Você.”

Durante as páginas finais do terceiro livro da série Amores Improváveis, O Jogo, a autora Elle Kennedy joga uma bomba em cima dos leitores, fazendo com que muitos deles, tenho a certeza, corressem para ler a sequência. Por que, convenhamos, como John Tucker, o garoto mais responsável dessa história, foi se envolver e engravidar logo Sabrina James?

Finalizei a leitura dessa obra ainda no ano passado, no modo mais rápido possível, pois a curiosidade era gigantesca e lembro que foi ode longe o meu favorito de toda a série. No início acreditei que não iria gostar, uma vez que a personagem Sabrina era totalmente irritante nos volumes anteriores. Não foi o que aconteceu. Após conhecer mais a histórias de ambos os protagonistas minha opinião mudou no mesmo instante.

Afirmo sem medo que essa obra é linda e a série não poderia ter finalizado de outra maneira a não ser essa. Claro que, sem spoilers, já nos últimos momentos do livro a autora Elle Kennedy nos dá mais um gostinho e mostra como todos os casais estão atualmente. E, por falar nela, Elle Kennedy acerta mais uma vez. Assim como os anteriores, este volume não decepciona. Com uma escrita leve e simples, ela faz com que o leitor devore as páginas o mais rápido possível. Confesso, já estou com saudades desses personagens.

E ai, você ficou curioso com esse desfecho? Quem já leu, curtiu o final dessa série? Me conte nos comentários e vamos conversar ;)
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27.5.19

The Good Place: humor e drama lado a lado

Júlia Raquel
Foto: Ella Jardim



The Good Place
Ano 2016
Roteiro de Alan Yang e Michael Shur
Canal NBC
Kristen Bell, Jameela Jamil, Ted Danson, D'arcy Carden e William Jackson Harper

Ao morrer, Eleanor (Kristen Bell) é mandada ao Bom Lugar, onde as almas das pessoas com boas atitudes na vida vivem pela eternidade. Mas como a mesma foi uma péssima pessoa durante sua estadia na Terra, ela percebe que aquilo foi um erro. Para conquistar seu lugar antes que alguém descubra, ela conta com a ajuda de Chidi (William Jackson Harper), um ex-professor de ética e sua "alma gêmea" designada no Bom Lugar, para se tornar uma pessoa melhor.

Texto por: Kauana Mulinari

Uma série para quem curte humor com uma pitadinha de drama.

A história começa quando Eleanor Shellstrop, que é interpretada por Kristen Bell, morre e vai parar no Lugar Bom. A garota sabe que não foi uma pessoa tão boa assim durante a vida na terra, por isso acredita que está lá por engano.

Com medo de que descubram a farsa e a mandem para o Lugar Ruim, Eleanor tenta dia após dia, se tornar uma pessoa melhor. Para isso, ela conta com a ajuda de outros três amigos que também não foram boas pessoas em vida.

E, ao longo da série, uma garota que nunca havia se apaixonado durante a vida, acaba descobrindo o amor após a morte. E mais do que isso, percebe que amizades existem e que podem ser algo bom. Mas, como ela já desconfiava, nem tudo é assim... tão bom.

Uma história que conta de forma leve e hipotética como é a pós-vida, brincando com teorias que a maioria de nós conhece. A série fica disponível na Netflix e, por enquanto, tem três temporadas com episódios de 22 minutos em média.

Confira o trailer da série:



E aí, alguém já assistiu? Divide a opinião com a gente nos comentários!
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26.5.19

5 motivos para ler: Corte de espinhos e rosas

Júlia Raquel

Série Corte de espinhos e rosas
SARAH J. MAAS
Fantasia
Galera Record
Onde comprar: Amazon

Boa noite gente! Para o post de hoje resolvi reunir alguns motivos para você ler uma das minhas séries de livros favoritas, se não a mais.

Motivo um: temas importantes são debatidos
A Sarah J. Maas soube introduzir assuntos como relacionamento abusivo e estresse pós-traumático de maneira brilhante nessas páginas. Feyre é uma personagem que passa por diversos momentos complicados ao longo dos volumes. A autora decidiu não ignorar essa carga emocional e explorou as consequências.

Motivo dois: a trama
É incrível como a escrita da autora consegue manipular o leitor. Se não ficar ligado nas entrelinhas e tiver uma imaginação pra lá de fértil, você ficará com o queixo caído em diversos capítulos. Além disso, a escritora foge de todos os clichês como triângulos amorosos e mocinhas indefesas, que convenhamos já estamos cansados de ler.

Motivo três: a narrativa
Com diálogos muitas vezes leves e descontraídos, Sarah faz com que o leitor não descanse até virar a última página. Diversos trechos foram destacados e acredito que as frases mais lindas saíram daqui. Também vale ressaltar como há trechos engraçados, acrescentando pequenas particularidades a cada personagem.

Motivo quatro: o universo
O universo apresentado em #Acotar é mágico, simples assim. Muito bem construído, com diversidade, belezas e particularidades. Junto com a narrativa envolvente, faz o leitor viajar por todos os lugares apresentados e desejar conhecê-los pessoalmente.

Motivo cinco: personagens
Eu arrisco a dizer que essa série possui os melhores personagens. Rhysand é o homem que sabe respeitar o espaço alheio e deixar que as pessoas tomem as próprias decisões. Feyre é uma garota que vai lutar por aquilo que julga certo e claro, a família. Cassian, Morrigan, Azriel e Amren também acrescentam muito para a estória e nos arrancam boas risadas. Amo todos!

E ai, convencidos ou não? Para aqueles que já leram, concordam comigo? Beijos e até o próximo post! 💗.

Leia mais postagens sobre a série clicando aqui.
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25.5.19

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente

Júlia Raquel
Foto: Luna literária



Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
TCD
304 páginas
Crônicas, poemas e poesias
Editora Globo Alt
Avaliação: 3🌟’s

Indo contra a tendência dos textos curtos e superficiais que são postados nas redes sociais, o coletivo literário Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente (TCD) passou a produzir e compartilhar um conteúdo extenso, profundo e extremamente poético em suas páginas no Facebook e no Instagram. Com seus escritos e ilustrações, eles acabaram atingindo um público muito maior do que o esperado, nos mostrando como, apesar da crescente agilidade que nossa comunicação exige, ainda precisamos de tempo para digerir e entender nossas complexas relações humanas. Para este livro, foram produzidos textos inéditos que ganharam a companhia das sensíveis ilustrações de Anália Moraes.

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente é um projeto com pequenos e mais elaboradores textos publicados, originalmente, em uma página na rede social Facebook e eventualmente também no Instagram. Em geral, as linhas tratam de amor, o lado bonito e triste do sentimento.

Dividido em quatro temas e com ilustrações que possuem harmonia com que ali está escrito, os autores nos mostram em como ainda precisamos de tempo para digerir o que acontece com nossos sentimentos. É bem fácil se familiarizar com os depoimentos, visto que abordam situações que todos nós já enfrentamos.

“chegamos todos aqui, inteiros ou não, sentindo muito pouco ou até demais…”

Sinceramente eu tentei ao máximo gostar da obra, mas foi muito difícil. Terminei por se tratar de textos aleatórios reunidos, e por ter lido em e-book, caso contrário teria abandonado a leitura.

O problema maior, para mim, não foi se quer a escrita, mas a repetição de assuntos ao longo das páginas: fim de relacionamentos. Mesmo assim, vale destacar que há inúmeros trechos bonitinhos, capazes de render uma postagem sobre. A diagramação e distribuição das ilustrações são perfeitas, assim como alguns textos, mas, no geral, como já adiantado, a obra não me ganhou.

“amor é ter alguém soprando primavera dentro de você enquanto o mundo arranca suas folhas, como um outono”.

E ai, alguém que já leu a obra possui uma opinião diferente da minha? Vamos conversar!
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24.5.19

Meu coração e outros buracos negros, de Jasmine Warga

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Meu coração e outros buracos negros
JASMINE WARGA
312 páginas
Jovem Adulto
Editora Rocco
Onde comprar? Amazon
Avaliação: 4🌟’s

Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde.

Aysel tem 16 anos e muitos problemas com os quais lidar. O pai está preso por um crime bárbaro, a mãe em uma nova família na qual ela não consegue se adaptar, a garota também não possui amigos na escola e todos a conhecem como a filha do assassino. Agora ela vive diariamente com o medo de ter herdado do pai o gene ruim que o transformou em um criminoso.

Já Roman é o garoto que aparenta ter tudo, uma boa família, amigos e está no time da escola. Porém, as aparências enganam. Por dentro o garoto está quebrado. Um acidente destruiu não apenas a própria vida, mas também a sua família.

O que os dois têm em comum? Acreditam que o suicídio pode ser a chave de tudo. Ao se tornarem parceiros de suicídio, ambos pensam que um lado ou outro irá ceder e desistir. Mas, o que eles não esperavam é que mesmo com todos os problemas do dia a dia, ainda é possível enxergar alegria nas pequenas coisas.

Ao longos das páginas também somos apresentados as famílias dos protagonistas. Os pais de Roman são super preocupados, já família de Aysel mal a nota. A garota está visivelmente passando por sérios problemas, porém ninguém se importa e ainda parecem ter medo da jovem.

É bem pesado ler todas essas páginas e saber que a tristeza consome as pessoas até o ponto de elas não conseguirem acreditar que existe uma saída. Os motivos de ambos os personagens são completamente diferentes, mas para cada um deles, é o necessário para o fim. Mesmo com um romance sendo desenvolvido ao longo dos capítulos, a lesma preta (como é chamado no livro) não os deixa e nem o amor se faz capaz de mostrar que viver é muito melhor.


“Qualquer um que já esteve triste de verdade pode dizer que não há nada de bonito, literário ou misterioso na depressão. Depressão é como um peso de que não se pode escapar. (...) A depressão faz parte de você, está nos ossos e no sangue”.

E ai, ficou curioso com a leitura? Você que já leu esse livro, concorda ou discorda?
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23.5.19

22 de julho: a tragédia na Noruega

Júlia Raquel
Foto: Netflix 
A mais recente produção do serviço de streaming Netflix, intitulada 22 de julho, retrata um atentado terrorista que marcou o ano de 2011 na Noruega. Motivado por ideologias políticas, Anders Behring Breivik planejou um atentado a um prédio do governo e a um acampamento de adolescentes integrantes do Partido Trabalhista norueguês. O homem atirou covardemente contra 77 pessoas, em maioria crianças e adolescentes que estavam na ilha de Utoya.

Diferente de filmes que retratam atentados, este também foca nos acontecimentos após o incidente. Em um primeiro momento o diretor do filme, Paul Greengrass, foca todas as cenas no terror que os integrantes do acampamento sentiram desde o momento da chegada de Anders com os primeiros tiros, até quando o terrorista avança e caça um a um entre as árvores do terreno.

22 de julho também mostra como alguns sobreviventes estão lidando com a tragédia, as famílias das vítimas e o julgamento do terrorista. Neste processo os verdadeiros protagonistas são apresentados, os motivos e consequências do atentado. O terrorista, interpretado por Anders Danielsen Lie, revela-se  um militante de extrema direita que compartilha da ideia de que a Europa deveria fechar as próprias fronteiras para os imigrantes.

Além do olhar sobre Anders, outro personagem com grande destaque é Viljar Hanssen, um dos sobreviventes do atentado. A recuperação e também o testemunho contra o terrorista durante o julgamento são mostrados no longa. O ator responsável por dar vida ao personagem, Jonas Strand Gravli, brilha na tela e consegue compartilhar com o telespectador toda a dor e a busca para tentar compreender como será o futuro após a tragédia.

Completando os protagonistas, também é apresentado o advogado Geir Lippestad, interpretado por Jon Oigarden. Neste ponto o roteiro deixa a desejar, pois os verdadeiros motivos de Lippestad aceitar o caso não são esclarecidos ao longo dos minutos.

Também vale ressaltar que as escolhas dos atores para darem vida aos personagens são magníficas. Após o termino do filme, eu fui pesquisar mais sobre esta tragédia e quem de fato eram os envolvidos. A semelhança entre as vítimas e os atores são gigantescas, de fato foram escolhidos a dedo.

No mais a mensagem final do filme é clara, a intolerância e preconceito muitas vezes estão camuflados por boas ideias, podendo levar os próprios seguidores ao extremo.

Confira o trailer:


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7.3.19

Capitã Marvel apresenta heroína como protagonista

Júlia Raquel
Foto: divulgação



Capitã Marvel

Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law
Duração: 122 min
Produção EUA, 2019
Direção Anna Boden e Ryan Fleck

A história acompanha Carol Danvers conforme ela se torna uma das heroínas mais poderosas do universo no momento em que a Terra se vê no meio de uma batalha galática entre duas raças alienígenas. Ambientado nos anos 1990, Capitã Marvel é uma aventura completamente nova de um período nunca visitado da história do Universo Cinematográfico da Marvel.

É do nosso conhecimento que quando se fala em filmes de heróis logo já vêm em mente os estúdios Marvel. São diversas produções, entre eles quadrinhos, séries e filmes, que se interligam ao longo dos capítulos. Mas, para aqueles mais ligados nas HQs, já era de entendimento a falta de uma personagem em todo esse universo. Sim, estamos falando da Capitã Marvel.

Logo depois do sucesso de “Mulher Maravilha”, da concorrente DC, foi à vez da Marvel dar destaque para uma protagonista mulher nas telinhas. E, em minha humilde opinião, conseguiu fazer isso de maneira incrível.

O filme nos conta uma história até então desconhecida o que deixa margem para o telespectador não entender alguns pontos, por exemplo. Isso, de fato, não acontece no longa. Com todas as cenas e acontecimentos muito bem amarrados, o roteiro inova ao inserir flashbacks que nos ajudam a compreender melhor a vida da protagonista.

Algumas dúvidas foram respondidas, como de onde surgiu o termo ‘Vingadores’, o porquê do nome Capitã Marvel e o mais importante, como Nick Fury perdeu um olho. Este último também merece muito destaque. Com uma atuação já conhecida, Samuel L. Jackson nos entrega um Fury engraçado, descontraído e nos mostra como o personagem se tornou quem é. Quem também merece reconhecimento, pasmem, é Goose, o gato que rouba a cena em diversos momentos e se mostra muito mais útil do que o imaginado. Se prepare, pois várias risadas estão garantidas com o felino.

Já a trilha sonora nos transporta para os anos 90 com direito a “Come as you are” do Nirvana e “Just a Girl” de No Doubt. Os efeitos especiais (área que eu particularmente não domino bem) também estão ótimos, inclusive valendo a pena assistir ao longa em 3D.

Mas, por outro lado, nem tudo são acertos e o filme peca ao não explorar mais a guerra Kree-Skrull. Talvez mais cenas sobre isso dariam um gostinho maior de aprovação. Claro, isso é apenas um detalhe que não chega a incomodar, talvez apenas os mais apaixonados pelas diversas teorias do MCU. Eu particularmente ia curtir mais pancadaria para este lado.

Ao contrário do que muitas críticas têm falado, Brie Larson (O quarto de Jack) brilha como a heroína. Debochada, mas ao mesmo tempo confiante e segura de si, a garota sabe para o que veio e não tem medo de testar os próprios limites, assim como as outras personagens femininas do filme.

Algumas cenas merecem destaque, pois confesso, me deixaram orgulhosa de mais uma vez conferir o protagonismo feminino por meio de heróis. Diversos flashbacks mostram a personagem caindo, escutando que não é capaz de realizar algo ou até mesmo ser muito emotiva, porém nunca desistindo. A mensagem é importante, sentimentos e sensibilidade não são um problema, isto não nos torna o sexo frágil. Recado dado em?!


Homenagem a Stan Lee
Como já era esperado logo no início do filme os produtores realizaram uma homenagem a Stan Lee. A já conhecida abertura da Marvel com os heróis deu lugar a imagens das participações dele ao longo de diversas produções. Além disso, a participação de praxe do quadrinista também acontece. Em uma cena importante no trem, quando Danvers está à procura de um Kree, ela confere se ele realmente é um humano. Não preciso dizer que o coro com “own” no cinema foi real né?

Cenas pós-créditos
O filme conta com duas cenas pós-credito, a primeira interliga Capitã Marvel a “Vingadores: Ultimato” e a segunda, após todos os créditos do longa subirem, é a vez do gato Goose roubar a cena mais uma vez.


No ano passado, o final de “Vingadores: Guerra Infinita” mostrou metade da população mundial sendo transformada em cinzas pelo vilão Thanos. Agora, para a sequência da série, é esperado que ela, Capitã Marvel, ganhe ainda mais destaque e ajude os vingadores nesta batalha. Ou seja, é sua obrigação assistir a este filme para conseguir compreender melhor este próximo. Fica ligado e não perde a oportunidade prestigiar ainda no cinema  em!

Confira o trailer do filme:

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