5.11.18

Parcerias com editoras para 2019

Júlia Raquel
A postagem de hoje é resultado de diversas mensagens que recebo perguntando como fico sabendo quando algumas editoras abrem parcerias com blogs. Por isso, resolvi unir aqui quais já foram finalizadas e as que estão com formulário aberto no momento.

Foto: Susan Yin on Unsplash

Mas, qual o segredo para conquistar essa parceria? Acredito ser sinceridade, colocar amor no que faz e escolher editoras que realmente combinam com o seu estilo de leitura. Confira a lista:

Editoras com formulários abertos:


Editoras com formulários fechados:

EDITORA WISH
Inscrições de 1/11  a 20/11 | Resultado previsto para dezembro

PLANETA DE LIVROS BRASIL
Inscrições de 1/11 a 1/12 | Resultado previsto para 17/12

(Atualizado em 2/12)
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1.11.18

Quero ler: Os Bridgertons

Júlia Raquel

Foto: Luna literária

Sabe aquela série de livros que você vê todo mundo falando que ama ou que a escrita da autora é extremamente viciante e fica cheia de vontade para ler? Pois bem, essa é a minha relação com a série “Os Bridgertons” da Julia Quinn.

Fui adquirindo os livros aos poucos, cada um em uma promoção diferente e a maioria fora da ordem. Hoje já possuo todos os nove, mas ainda não dei início a essa leitura. O motivo? Sinto que quando começar só vou me dedicar a eles.

Dividido em nove edições publicadas pela editora Arqueiro, sendo eles “O duque e eu”, “O visconde que me amava”, “Um perfeito cavalheiro”, “Os segredos de Colin Bridgerton”, “Para Sir Philip, com amor”, “O conde enfeitiçado”, “Um beijo inesquecível”, “A caminho do altar” e “E viveram felizes para sempre”, os livros contam a história de uma família e como Violet, a mãe de oito filhos, sonha em ver todos casados e com netos. Assim, como já é de se esperar, cada volume irá contar a história de amor de cada um desses filhos. Vale ressaltar que são histórias independentes e que não possuem ordem cronológica.

Eu ainda não tive se quer uma experiência com romance de época e desejo muito começar por essa autora. Além de ser minha xará, a maioria das críticas quanto a sua escrita são positivas, por isso as minhas expectativas estão bem altas.

Ainda não sei quando vou tirar um tempinho para lê-los, porém sei que não deve demorar. Por isso, peço para que deixem a opinião de vocês aqui nos comentários sobre essa série e também outros romances de épocas. Vou adorar ler novas sugestões.

Beijos e até o próximo post!
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26.10.18

3096 dias, de Natascha Kampusch

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

3096 dias
NATASCHA KUMPUSCH
225 páginas
Não ficçaõ & Biografia
Editora Verus
Onde comprar? Amazon
Avaliação: 5🌟’s

Natascha Kampusch sofreu o destino mais terrível que poderia ocorrer a uma criança: em 2 de março de 1998, aos 10 anos, foi sequestrada a caminho da escola. O sequestrador - o engenheiro de telecomunicações Wolfgang Priklopil, a manteve prisioneira em um cativeiro no porão durante 3.096 dias. Nesse período, ela foi submetida a todo tipo de abuso físico e psicológico e precisou encontrar forças dentro de si para não se entregar ao desespero.

2 de março de 1998. A manhã já havia começado diferente, ainda nas primeiras horas uma briga entre mãe e filha aconteceu. O desejo de ir caminhando sozinha até a escola há muito rondava e naquela fatídica segunda-feira a jovem Natascha Kampusch decidiu sair sem ao menos avisar. A escola ficava poucas quadras de distância da casa, ainda no mesmo bairro, e por isso não deveria ter problema.

Naquele dia a garota vestia um vestido xadrez, a roupa escolhida pela mãe ainda no dia anterior. Natascha se perguntou inúmeras vezes como e porque chamou a atenção daquele homem. Teria sido a roupa? Há poucas ruas de distância do lugar que chamava de casa, Wolfgang Priklopil, um engenheiro de telecomunicações, agarrou a jovem e a jogou dentro de uma van. Aquela seria a última vez em que ela veria a vizinhança por muitos anos.

3096 dias. Mais de oito anos vivendo em um buraco no subterrâneo. Separada do mundo por uma porta gigante de concreto, um corredor minúsculo, um porão, uma casa e um homem. Dias e mais dias de abusos físicos, psicológicos, humilhações, maus tratos, surras, tortura e fome.

Semanas sem saber se ainda procuravam por ela. Onde estão os policiais? Desistiram tão facilmente assim da jovem criança? Não. Na verdade eles até foram na casa do sequestrador, investigaram, conversaram com Wolfgang, mas como é comum em casos como esses, erros e mais erros aconteceram e Natascha perdeu a infância.

“Eu nunca soube por que ele me sequestrou. Até hoje é difícil lidar com o fato de que perdi minha adolescência apenas em razão do capricho e da doença mental de um homem”.

É compreensível que após oito longos anos, onde o único contato era o próprio sequestrador, que a garota tenha desenvolvido por ele certa gratidão, afinal, era ele quem a alimentava e ensinava. A sobrevivência e o pouco de conforto dependiam disso. Mesmo assim, ela garante que confundir tal sentimento com a síndrome de Estocolmo é um erro gravíssimo e pede encarecidamente que não o façam.

Escrito pela Natascha Kampusch e com apoio das jornalistas Corinna Milborn e Heike Gronemeier, o livro é rico em detalhes, desde o antes do sequestro, todos os anos de cativeiro, até o pós liberdade e adaptação da garota. Adianto que muitos trechos podem revirar o estomago até mesmo dos leitores mais fortes e fazer brotarem lágrimas aos olhos dos mais insensíveis.

Leitura recomendada para quem curte o gênero de não ficção, para os estudantes de jornalismo voltados para o tema de jornalismo literário e também para os mais curiosos.

“Eu era uma criança e estava só. E, havia apenas uma pessoa que podia me tirar daquela solidão opressiva – a mesma que criara aquela solidão para mim”.

E ai, você ficou curioso com essa leitura? Já conhecia a história da Natascha Kampusch? Aceito indicações de livros desse tipo. Beijos e até o próximo post!

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25.10.18

22 de julho: a tragédia na Noruega

Júlia Raquel
Foto: Netflix 
A mais recente produção do serviço de streaming Netflix, intitulada 22 de julho, retrata um atentado terrorista que marcou o ano de 2011 na Noruega. Motivado por ideologias políticas, Anders Behring Breivik planejou um atentado a um prédio do governo e a um acampamento de adolescentes integrantes do Partido Trabalhista norueguês. O homem atirou covardemente contra 77 pessoas, em maioria crianças e adolescentes que estavam na ilha de Utoya.

Diferente de filmes que retratam atentados, este também foca nos acontecimentos após o incidente. Em um primeiro momento o diretor do filme, Paul Greengrass, foca todas as cenas no terror que os integrantes do acampamento sentiram desde o momento da chegada de Anders com os primeiros tiros, até quando o terrorista avança e caça um a um entre as árvores do terreno.

22 de julho também mostra como alguns sobreviventes estão lidando com a tragédia, as famílias das vítimas e o julgamento do terrorista. Neste processo os verdadeiros protagonistas são apresentados, os motivos e consequências do atentado. O terrorista, interpretado por Anders Danielsen Lie, revela-se  um militante de extrema direita que compartilha da ideia de que a Europa deveria fechar as próprias fronteiras para os imigrantes.

Além do olhar sobre Anders, outro personagem com grande destaque é Viljar Hanssen, um dos sobreviventes do atentado. A recuperação e também o testemunho contra o terrorista durante o julgamento são mostrados no longa. O ator responsável por dar vida ao personagem, Jonas Strand Gravli, brilha na tela e consegue compartilhar com o telespectador toda a dor e a busca para tentar compreender como será o futuro após a tragédia.

Completando os protagonistas, também é apresentado o advogado Geir Lippestad, interpretado por Jon Oigarden. Neste ponto o roteiro deixa a desejar, pois os verdadeiros motivos de Lippestad aceitar o caso não são esclarecidos ao longo dos minutos.

Também vale ressaltar que as escolhas dos atores para darem vida aos personagens são magníficas. Após o termino do filme, eu fui pesquisar mais sobre esta tragédia e quem de fato eram os envolvidos. A semelhança entre as vítimas e os atores são gigantescas, de fato foram escolhidos a dedo.

No mais a mensagem final do filme é clara, a intolerância e preconceito muitas vezes estão camuflados por boas ideias, podendo levar os próprios seguidores ao extremo.

Confira o trailer:


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24.10.18

Frases e trechos: É assim que acaba

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

É assim que acaba
COLLEEN HOOVER
368 páginas
Romance
Galera Record
Onde comprar? Amazon

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

Oi gente, tudo bem com vocês? Para a noite de hoje resolvi trazer os meus trechos favoritos do livro “É assim que acaba” da autora Colleen Hoover. Como vocês já estão cansados de saber, eu amo os livros da CoHo e com esse não é diferente. Por isso, foi bem difícil separar poucas frases. Confira as minhas favoritas:

“Amo quando o céu me faz sentir insignificante”.

“Sinto que todo mundo finge ser quem é, que no fundo somos todos igualmente ferrados. Alguns apenas escondem isso melhor que os outros”.

“Ninguém é exclusivamente ruim ou exclusivamente bom. Algumas pessoas só precisam se esforçar mais para suprimir o lado ruim”.

“Vou para o colégio todo dia, e reclamo internamente disso a maior parte do tempo, mas jamais pensei que talvez o colégio seja o único lar de algumas pessoas. É o único lugar onde Atlas sabe que vai ter comida”.

“É a natureza humana: curar uma ferida antiga e preparar uma nova pele”.

“Imagine todas as pessoas que você conhece ao longo da vida. São muitas. Elas surgem como ondas, entrando e saindo aos poucos, dependendo da maré. Algumas ondas são muito maiores e causam mais impacto que outras. Às vezes, as ondas trazem coisas lá do fundo do mar e as largam no litoral. Marcas nos grãos de areia que provam que as ondas estiveram lá, muito depois de a maré recuar”.

“Talvez o amor não seja um ciclo completo. Apenas suba e desça, entra e saia, assim como as pessoas em nossas vidas”.

“Meus olhos dizem para os seus que não suporto mais seu toque. Seus olhos dizem para os meus que ele já sabe disso”.

“Vou continuar fingindo que estou nadando, quando na verdade só estou boiando. Quase sem conseguir manter a cabeça fora d’água”.

E ai, você ficou curioso com a leitura? Quem já leu esse livro, qual a sua opinião sobre? Beijos e até o próximo post!

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22.10.18

Na estante: edições gringas

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Oi gente! Como vocês estão neste início de semana? Hoje eu resolvi vir mostrar para vocês algumas edições estrangeiras que tenho na estante. Já adianto que não são muitas, pois faz pouco tempo em que comecei a me interessar por este tipo de livro.

Assim como muitas pessoas eu compartilho da imensa vontade de ser fluente/entender bem o inglês (fé que um dia vai) e por isso sempre estou à procura de métodos que me ajude. Adoro escutar músicas e acompanhar a letra, assistir séries e filmes legendados e muitas vezes reassistir séries já conhecidas sem a legenda. Agora a ideia é começar, finalmente, a ler em inglês. Por isso, acabei adquirindo alguns desses livrinhos.

Ok, ok, confesso que esses clássicos como Alice e a A pequena sereia não serão fáceis, até porque são escritas mais densas, mas “Para todos os garotos que já amei” será moleza (eu acho). Também tenho alguns e-books como “Amo & Gelato” e muitos, mas muitos, quadrinhos em inglês. Ainda não os li, porém pretendo fazer isso em breve.

Além de me ajudarem nessa missão, essas edições também encantam e são maravilhosas! Todas elas estão em um lugar de destaque na estante e adoro fotografa-las.

Agora me contem quais edições gringas vocês tem? E, nessa ideia de aprender mais o inglês por meio da leitura, me indiquem também obras mais fáceis. Vamos conversar <3

Beijos e até o próximo post!
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19.10.18

O acordo, de Elle Kennedy

Júlia Raquel
Foto: Luna literária




O acordo
ELLE KENNEDY
360 páginas
Romance +18
Editora Paralela
Onde comprar? Amazon
Avaliação: 5🌟’s 

Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha.

Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo.

Hannah Wells é uma mulher confiante, bem resolvida e que sabe o que quer. Mas, lá no fundo carrega marcas cruéis na alma. Há anos a garota foi dopada e estuprada em uma festa do colegial. Como se isso por si só já não fosse um pesadelo, o rapaz não foi condenado e ela, a vítima, foi culpada.

Agora, já adulta e estudando direito na universidade Briar, a jovem precisa conviver com todas as inseguranças de se meter em um novo relacionamento e o medo constante de que isso acontecerá novamente. E é quando conhece Justin Khol, um jogador do time de futebol americano, que tudo muda. Sem ao menos conversar com o garoto (alô iludida), Hannah sente que algo está diferente e que talvez possa finalmente esquecer o passado.

Garret Graham é o capitão do time de hóquei e o homem que todas as garotas do campus desejam. Todas, menos Hannah. Por isso, quando precisa de um enorme favor da estudante para evitar levar bomba em uma matéria e não ser retirado do time, ele não consegue entender o tamanho da aversão que ela sente.

Após muita insistência e uma pequena chantagem envolvendo o Justin, ambos firmam um acordo. Aulas particulares em troca de ajuda para conquistar o outro garoto. E claro, o que a gente já sabe acontece. Com o passar do tempo Hannah descobre que Garret é muito mais que um atleta bobão e uma linda amizade então vai surgindo.

Ok, ok, ok! Enredos como esse já são bem conhecidos e eu aposto que alguns já estão de saco cheio desse blá, blá, blá. Mas, então, o que faz de “O acordo” um sucesso? Simples, a escrita da autora, os personagens principais e acima de tudo, os secundários. Tudo é muito amarradinho, não há pontas soltas.

Além disso, a Elle Kennedy traz alguns assuntos bem importantes à tona e um deles é o estupro. Este por si só não é principal aqui, mas nem por isso é tratado com superficialidade, pelo ao contrário, a autora até aborda como o machismo consegue culpar a mulher até em momentos como esse, o que por si só nós já estamos cansadas de saber, mas me agradou.

A narrativa leve, engraçada e rápida também ajuda para que as páginas passem voando e você logo chegue ao final. Com capítulos narrados em primeira pessoa e alternando entre Hannah e Garret, o leitor acaba conhecendo mais sobre cada um e torcendo ainda mais para que este casal dê certo. Leitura super recomendada!


E ai, você ficou curioso com essa obra? Quem leu, concorda ou discorda da minha opinião? Em breve sai a resenha dos outros livros da série e já adianto que o meu fav é o quarto e último.
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Luna Literária • 2017 Feito com amor por: Lariz Santana