16.10.19

O mito da beleza, de Naomi Wolf

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Talvez vocês não tenham me acompanhado na época em que eu estava escrevendo meu tcc (lê-se início do ano), mas as vezes eu aparecia aqui para mostrar as minhas leituras e, entre tantas, "O mito da beleza", da autora Naomi Wolf, foi uma delas.

Minha orientadora já havia avisado como este livro era devastador, do tipo que apresenta fatos históricos e joga verdades na sua cara. Por isso, pensei, é muito importante que eu compartilhe essa obra com o maior número de pessoas possível, pois todos precisam ler. Assim, cá estou, escrevendo essa resenha.




O mito da beleza
NAOMI WOLF
490 páginas
Sociologia
Editora Rosa dos tempos

Clássico que redefiniu nossa visão a respeito da relação entre beleza e identidade feminina. Um dos livros mais importantes da terceira onda feminista
 
Em O mito da beleza, a jornalista Naomi Wolf afirma que o culto à beleza e à juventude da mulher é estimulado pelo patriarcado e atua como mecanismo de controle social para evitar que sejam cumpridos os ideais feministas de emancipação intelectual, sexual e econômica conquistados a partir dos anos 1970.
 
As leitoras e os leitores encontrarão exposta a tirania do mito da beleza ao longo dos tempos, sua função opressora e as manifestações atuais no lar e no trabalho, na literatura e na mídia, nas relações entre homens e mulheres e entre mulheres e mulheres.
 
Nomi Wolf confronta a indústria da beleza, tocando em assuntos difíceis, como distúrbios alimentares e mentais, desenvolvimento da indústria da cirurgia plástica e da pornografia.
 
Esta edição, revista e ampliada, traz uma apresentação da autora contextualizando o livro para os leitores de hoje, já que esteve mais de duas décadas longe das livrarias brasileiras.


O Mito da Beleza é uma das obras que marcam a terceira onda feminista e veio para mostrar como a propaganda atinge as mulheres em diversos contextos. O livro aborda, e explica, como a nossa cultura é obcecada com o corpo feminino, mais precisamente como a sociedade acredita que a magreza é sinônimo de beleza. Mas, como essa ideia surgiu?

Este mito não nasceu agora, ele já vem de décadas passadas, se fortaleceu, principalmente, a partir dos anos 70, quando as mulheres caíram em si e diziam não a mística feminina da domesticidade. Ele nos enfraquece e põe obstáculos em diversos aspectos de nossas vidas, sejam no trabalho, saúde, amor, sexualidade, na auto estima.

Naomi Wolf discorre e traz dados (por que aqui as informações não são inventadas) sobre a violência na pornografia, a era das cirurgias plásticas, a repressão que a religião ainda impõe e, até mesmo, como o mito está ligado aos distúrbios alimentares.

Publicado em 1991, você pode pensar "o livro está desatualizado, as coisas mudaram". Sinto dizer, você está errado, pouco mudou. A medida que o leitor avança as páginas, percebe como o que ali está escrito faz tanto sentido, percebe que aquela é a nossa realidade, enfiada goela abaixo ao longo dos últimos anos.

“O feminismo tinha se tornado um palavrão. Partia-se do pressuposto de que mulheres que reclamavam do mito da beleza tinham, elas sim, algum defeito”.

A mensagem que o livro transmite é importante, mas, é aquilo que já estamos cansadas de gritar, união, apoio, empatia, amor entre as mulheres, isso fará a diferença. Precisamos estar juntas, lutando contra uma sociedade que nos desvaloriza e crê que nem todo lugar é nosso lugar de fala. Estão errados! Provamos.

Agora me conta, você costuma ler livros desse gênero? Gosta de não-ficção? E, aqueles que já leram essa obra, gostam?


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11.10.19

Trechos favoritos: Vox

Júlia Raquel
Foto: Luna literária




Vox
CHRISTINA DALCHER
320 páginas
Ficção, Distopia
Editora Arqueiro

O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.
 
Esse é só o começo...
 
Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.
 
...mas não é o fim.
 
Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.


Já pensou uma sociedade em que nós mulheres não temos poder sobre as próprias escolhas? Arrancadas de nossas realidades para servir exclusivamente aos maridos e filhos? Impedidas de ter a própria voz? E, principalmente, restringidas a falar apenas 100 palavras por dia?
É exatamente nessa realidade que se passa o livro Vox, da autora Christina Dalcher, publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. Capaz de levar os leitores ao delírio por nos fazer pensar nesta possibilidade, hoje, trago a vocês os meus trechos favoritos da obra:
❌ “Vocês não fazem ideia, senhoritas. Absolutamente nenhuma ideia. Estamos a um passo de voltar à pré-história, meninas. Pensem nisso. Pensem onde vocês vão estar, onde suas filhas vão estar, quando os tribunais atrasarem os relógios. Pensem em expressões como "permissão do cônjuge" e "consentimento paterno". Pensem em acordar um dia e descobrir que não têm voz em nada”.
❌ “Minha culpa começou há décadas, na primeira vez que não votei, nas vezes incontáveis em que disse a Jackie que estava ocupada demais para ir a uma de suas passeatas, fazer cartazes ou ligar para meus congressistas”.
❌ “- Há uma resistência? - Querida, sempre há uma resistência”.

❌ “A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada”.
❌ “ - (…) É uma organização com enorme peso religioso. - Jackie se inclinou pela janela, para ver melhor.
- E são principalmente homens. Homens conservadores que amam seu Deus e seu país. - Ela suspirou.
- As mulheres, nem tanto”.
❌ “Às vezes eu refletia sobre isso, sobre como as crianças podem se transformar em monstros, como aprendem que matar é certo e a opressão é justa, como em uma única geração o mundo pode mudar tanto até ficar irreconhecível”.
Gostou? Quem por ai já leu esse livro, curtiu a experiência?

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10.10.19

Seja o amor da sua vida, de Guilherme Pintto

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Seja o amor da sua vida
GUILHERME PINTTO
224 páginas
Auto ajuda, Literatura Brasileira
Planeta de livros Brasil

EU SEI
QUE VOCÊ
PROCURA O AMOR

Eu sei por que você está aqui lendo este livro e levantando os olhos enquanto se pergunta mentalmente: “como ele sabe?”. Eu sei porque, de alguma maneira, as pessoas se atraem. E, por alguma razão, que não saberei explicar, este livro será importante para você.

O meu desejo é iniciar um processo: não vai ser o livro que vai te ajudar a encontrar o amor da sua vida, mas o modo como você prestar atenção nos detalhes fará toda a diferença. Ele não é responsável por te salvar, assim como ninguém na sua vida é. APENAS VOCÊ MESMO! Aliás, este livro não vai te ajudar a procurar nada por aí, mas encontrar o lado mais bonito que há em você.

“Eu amei esse livro, é isto” foi o comentário na minha avaliação em 27 de setembro de 2018. Sim, já fez um ano que finalizei essa obra e só agora estou vindo falar sobre ela para vocês. Engraçado que grandes histórias mexem com a gente e, mesmo meses após a leitura, a verdadeira mensagem continua fresca em nossa memória.

“Seja o amor da sua vida” foi assim. A sensação de recém ter lido as páginas segue comigo e volte e meia me pego abrindo o e-book e relendo os meus trechos favoritos. 

Na sinopse o autor já conversa com o leitor, garante que a obra será marcante. Guilherme estava certo, foi impactante se me permitem dizer.

Um livro que nos traz reflexão, faz pensar mais em nós mesmos, no que desejamos e queremos. Ensina que amar a si é um dos caminhos mais lindos, difíceis, mas prazerosos de se encontrar.

Ele nos ensina a importância de já se amar quando for amar outro alguém. Faz toda a diferença, posso garantir. Que livro incrível. Sinto que palavras não transmitem a minha experiência, é preciso ler, apreciar, entender. 

Escrita leve, leitura gostosa, passou voando por todos os capítulos. O autor está de parabéns, me conquistou. Já adianto que você vai se identificar, chorar, gargalhar, rir de canto e amar cada palavra. Boa sorte. Se ame!

“A gente busca o amor em todos os cantos e se esquece de olhar para dentro. Mas, tudo bem, nem sempre a gente sabe como fazer isso.”. Matheus Rocha, autor de Pressa de ser feliz.

Ficou curioso? Vocês que já leram essa belezinha, me contem o que acharam ;)

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9.10.19

Todo dia a mesma noite: a história não contada da Boate Kiss

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Todo dia a mesma noite
a história não contada da boate Kiss

Daniela Arbex
248 páginas
Não-ficção
Intrínseca

Daniela Arbex reafirma seu lugar como uma das jornalistas mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego - premiada por duas vezes com o prêmio Jabuti - ao reconstituir de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria perdeu de uma só vez 242 vidas.


Foram necessárias centenas de horas dos depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde - ouvidos pela primeira vez neste livro -, para sentir e entender a verdadeira dimensão de uma tragédia sobre a qual já se pensava saber quase tudo. A autora construiu um memorial contra o esquecimento dessa noite tenebrosa, que nos transporta até o momento em que as pessoas se amontoaram nos banheiros da Kiss em busca de ar, ao ginásio onde pais foram buscar seus filhos mortos, aos hospitais onde se tentava desesperadamente salvar as vidas que se esvaíam. Foi também em busca dos que continuam vivos, dos dias seguintes, das consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.


A leitura de "Todo dia a mesma noite" é uma dolorosa e necessária tomada de consciência, um despertar de empatia pelos jovens que tiveram seus futuros barbaramente arrancados. Enxergá-los vividamente no livro é um exercício que afasta qualquer apaziguamento que possamos sentir em relação ao crime, ainda impune.


Era 27 de janeiro de 2013. A imagem de um grupo de homens quebrando a parede de uma danceteria começava a ocupar todos os telejornais. Aquela seria uma das cenas mais marcantes divulgadas do incêndio da Boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Naquela noite uma festa universitária acontecia no local. Ingressos baratos, lugar conhecido e muitos jovens a procura de diversão. Durante o show de um grupo musical, a apresentação com artifícios pirotécnicos dá início ao incêndio. As chamas tomam o teto rapidamente. A energia do prédio cai. O sistema de comandas faz com que os seguranças, até então sem saber o que estava acontecendo, impeçam a saída das pessoas. Há apenas uma saída no prédio.

A fumaça tóxica da espuma para isolamento acústico matou muito mais rápido que o fogo. Havia cianeto no material da espuma, substância altamente tóxica. 241 jovens morreram na tragédia. Desses 234 infectados com a fumaça.

A autora nos transporta para essa noite de horror e desespero. Ao banheiro da Kiss, onde cerca de 180 corpos foram encontrados, o lugar de maior procura por uma saída mais fácil que a entrada; Ao ginásio, onde pais foram buscar seus filhos mortos e celulares não paravam de apitar as chamadas das mães; aos hospitais, onde médicos dobravam turnos e mais turnos sem medir esforços e um pai atendia o próprio filho vítima do incêndio.

Digerir todas as informações conforme a leitura vai acontecendo é difícil. O livro nos faz imaginar a dor dos envolvidos, o sentimento de confusão que se instalou na mente de todos os jovens naquela noite. O pânico ao perceber o que estava de fato acontecendo. Mas, acima de tudo, a tristeza pela impunidade dos responsáveis. O crime, até hoje, segue impune.

Há meses finalizei a leitura dessa obra, mas até então não consegui reunir palavras para escrever uma resenha. Difícil. Foi um livro emocionante, pesado e triste. É impossível se quer imaginar a dor das famílias, amigos e vítimas.

Chorei em muitos momentos, lá em 2013 quando vi as notícias em tempo real e agora, voltando ao passado e encarando o futuro por meio das páginas. A história daquelas pessoas não terminou, ela vive nas memórias dos conhecidos e nas ruas de Santa Maria.

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7.10.19

O casal que mora ao lado, de Shari Lapena

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

O casal que mora ao lado
SHARI LAPENA
294 páginas
Suspense
Grupo Editorial Record
*lido pelo Kindle Unlimited

É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa, afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.

Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta e Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

Ultimamente o meu gosto por suspenses tem aumentado, então vocês imaginem só qual foi o meu entusiasmo ao ler a sinopse de “O casal que mora ao lado”. Estava certa que seria surpreendida, uma vez que adorei “Uma estranha em casa”, obra escrita pela mesma autora, Shari Lapena.

A história do livro acompanha o casal Anne e Marco, que recentemente deram à luz a primeira filha, um bebê com poucos meses. Todo o auê da obra tem início quando a vizinha Cynthia resolve fazer um jantar em comemoração ao aniversário do marido, Graham, e convida o casal de amigos, porém estabelece uma regra: nada de crianças.

A principio o casal teme em deixar a filha sozinha, mas, após insistências de Marco, resolvem a deixar com a baba eletrônica e o combinado de vir vê-la a cada 30 minutos. Isso não deveria ser um problema certo?! Afinal, eles moram na casa ao lado.

Errado! Ao voltarem para casa o pesadelo tem início: Cora, a bebê, sumiu. A partir daí você vai desconfiar de todos e descobrir muitos segredos em volta desses personagens.

“Ele vai descobrir tudo. A verdade está por aí. Sempre está. Basta encontrá-la”.

Bom, as coisas não foram como eu imaginei. O livro me prendeu de cara, não conseguia largar até descobrir todos os desdobramentos. Mas, os capítulos finais decepcionam. Reviravoltas e mais reviravoltas desnecessárias. Todo o êxtase se desvai ao descobrirmos as verdadeiras intenções de alguns personagens.

Resumindo, e sem mais críticas, é um bom suspense, possui uma leitura fluída e simples, prende o leitor e transmite aquela sensação de querer mais. Porém, o final é uma bosta. Vale a leitura? Com certeza! Aquela coisa, cada leitor possui a própria opinião e o que pode não ter sido uma experiência boa para mim – neste caso eu diria uns 65% bom –, para você pode ser incrível.

Mas, agora deixa de papo por aqui, vamos aos comentários, vocês que já conhecem essa história, concordam ou discordam dessa opinião?

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6.10.19

Nimona, de Noelle Stevenson

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Nimona
NOELLE STEVENSON
272 páginas
Graphic novel
Intrínseca


Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão.

Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo.

Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro.

Imagine poder se transformar em qualquer pessoa ou animal, sendo este real ou imaginário, em questão de segundos. Conseguiu? Pois é exatamente isso que Nimona consegue fazer.

A jovem metamorfa não sabe exatamente o que fazer com essa habilidade e por isso resolve se unir ao mais temido vilão, Ballister Coração Negro. Agora a ajudante tem como objetivo destruir o Instituto, governar o reino e tocar o terror em todos. Porém, diferente do que imaginava, Ballister tem um coração bom e nem sempre está disposto a quebrar todas as regras.

“Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes.”

Em contra partida, já que para todo vilão existe um mocinho, está o herói Sir. Ambrousios Ouropelvis, o inimigo número um de Ballister que no passado foi também um grande amigo. Ao lado do Instituto, eles são responsáveis por manter a ordem no reino, mas esta verdadeiro objetivo muda com a chegada de Nimona e vidas começam a ficar em perigo.

Ser vilão não é justamente isso? Ir contra as regras?

Que história mais gostosa meus amigos. É exatamente esta a sensação que fiquei após virar a última página do livro. A autora Noelle Stevenson faz um trabalho incrível em nos fazer questionar quem ali de fato é o vilão ou herói. Além disso, nos ensina uma valiosa lição sobre amizades. Tudo isso regada a muitas cenas com dragões, lutas e pasme, até mesmo tubarões. Prepare-se para dar boas risadas e se apaixonar por Nimona.

Vale ressaltar o traço bonito e leve da autora Noelle, com ilustrações muito coloridas e caprichadas. A editora Intrínseca também está de parabéns pelo cuidado com esta edição que está impecável do início ao fim.

 E ai, você ficou curioso com essa história? Quem por aqui já leu Nimona? Beijos e até o próximo post!

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26.6.19

5 motivos para ler: série Hush Hush

Júlia Raquel
Foto: Luna literária



Série Hush Hush
Becca Fitzpatrick
4 livros
Romance
Editora Intrínseca
Avaliação: 4.5🌟’s

Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.

Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais íntimos.

Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.


A série de livros Hush, Hush conta a história de uma estudante dos Estados Unidos, Nora Gray, que se depara com um novo colega de classe cheio de mistérios, Patch. Aos poucos, as circunstâncias vão fazendo com que os dois se aproximem e o interesse de Nora em conhecer um pouco mais sobre o menino, cresce. Mas, Patch esconde um segredo que ela jamais poderia imaginar.

motivo um O leitor vê-se dentro das cenas narradas com facilidade.
Todas as partes de ação dos quatro livros são minuciosamente narradas. A autora da Saga, Becca Fitzpatrick, descreve as cenas com uma infinidade de detalhes que é praticamente impossível não se imaginar no cenário e entender a história de dentro dela.

motivo dois A saga vai virar filme.
Em julho do ano passado, a autora da saga publicou em sua conta do Twitter que a história da Nora e Patch vai para as telinhas. Quem vai dirigir o filme é Kellie Cyrus, que já produziu materiais como The Vampire Diaries e Dexter.

motivo três A escrita é fácil de entender.
Ao todo são quatro livros, cada unidade contém mais de 300 páginas, mas a história é fácil de entender e a linguagem não tem mistérios. Todos os leitores, das mais variadas idades, podem facilmente ler e compreender a saga.

motivo quatro Assuntos relacionados à Bíblia, mas sem religião.
A saga trata sobre personagens bíblicos que, para alguns, fazem parte da história de criação do universo. Anjos, anjos caídos e Nefilins. No entanto, em nenhum momento dos livros a autoria cita algum tipo de religião, o que faz com que a leitura seja interessante para todo o tipo de público.

motivo cinco Mesmo após revelar o segredo, o mistério continua
A autora não demora muito para revelar o segredo acerca do novo colega de classe da protagonista. No entanto, mesmo assim, o mistério continua ao longo de toda a saga. A cada final de livro, a autora deixa uma pergunta diferente na cabeça de quem os lê, fazendo com que a vontade de descobrir as respostas seja grande.

E aí, o que você achou? Esses motivos te convenceram a ler a saga?
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19.6.19

A menina que roubava livros, de Markus Zusak

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

A menina que roubava livros
Markus Zusak
480 páginas
Drama
Editora Intrínseca
Avaliação:4.5🌟’s


Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

Texto por: Kauana Mulinari | Pode conter spoilers

Já imaginou ficar cara a cara com a morte três vezes e, ainda assim, sair viva de todas elas? Isso aconteceu com Liesel Meminge entre os anos de 1939 e 1943. A própria morte, de tão impressionada, decidiu contar essa história no livro “A Menina que Roubava Livros”.

Liesel e o irmão, filhos de uma mãe comunista perseguida pelo nazismo, se veem obrigados a irem morar com uma família adotiva em uma cidade da Alemanha. No entanto, o primeiro encontro com a morte acontece, e apenas a garotinha consegue chegar ao destino com vida.

Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.

A história se passa à época em que Hitler liderava um exército nazista e era idolatrado por boa parte da população Alemã. Liesel encontra uma maneira de ler os livros que, cruelmente, são incendiados em eventos de comemoração. Ao longo do livro, diversos personagens que ajudam a compor e a entender esta época da história são apresentados, como por exemplo um escritor Judeu, que fica escondido no porão da família adotiva de Liesel.

A morte conta de uma maneira suave sobre a vida não muito feliz da garota, que tenta compensar a solidão com a companhia de um pai adotivo. Vivendo em uma linha tênue entre aproveitar a infância e conviver com a crueldade do mundo real.

E você, já leu o livro? O que achou da história contada pela própria morte?
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12.6.19

A conquista, de Elle Kennedy

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

A conquista
AMORES IMPROVÁVEIS #4
Elle Kennedy
336 páginas
Romance adulto
Editora Paralela
Avaliação: 5🌟’s + 

De todos os jogadores do time de Hóquei da universidade de Briar, John Tucker se destaca por ser o mais sensato, gentil e amável. Diferente de seus amigos mulherengos, ele sonha mesmo é com uma vida tranquila- esposa, filhos e, quem sabe um dia, abrir um negócio próprio. Mas nem mesmo o cara mais calmo do mundo estaria preparado para o turbilhão de emoções que ele está prestes a enfrentar. Sabrina James é a pessoa mais ambiciosa, dedicada e batalhadora do campus. Seu jeito sério e objetivo é interpretado por muitos como frieza, mas ela não está nem aí para sua fama de antipática. Tudo o que ela quer é passar em Harvard, tirar ótimas notas e conquistar a tão sonhada carreira como advogada. Só assim ela conseguirá escapar de seu passado difícil e de sua família terrível. Um acontecimento inesperado vai desses jovens de cabeça para baixo. Tucker e Sabrina vão precisar se unir e rever seus planos para o futuro. Juntos, eles aprenderão que a vida é cheia de surpresas, e que o amor é a maior conquista de todas.
[Alerta de spoiler: só leia a resenha após finalizar a leitura do volume anterior, O jogo]

A Conquista é o quarto e último volume da série Amores Improváveis, escrito pela Elle Kennedy e publicado aqui no Brasil pela Editora Paralela. A obra dá continuidade a história e dessa vez nos apresenta como personagem principal John Tucker e Sabrina James.

Sabrina é o tipo de pessoa ambiciosa, dedicada, batalhadora e sem medo, ou vergonha, de fazer o que for preciso para alcançar os próprios objetivos. Estudante da universidade de Briar, a jovem se envolve com quem deseja e não tem problema algum em tentar mudar a fama de “fria” que possui. Por trás de tudo isso, sempre há algo mais. A garota tem uma relação difícil com a família e só quer poder deixar tudo isso para trás. Mas, a vida entrega uma daqueles surpresas e Sabrina se vê grávida.

John Tucker é um dos jogadores do time de Hóquei da Briar e, diferente dos colegas, o rapaz é o mais sensato, responsável, gentil e até sonha em levar uma vida tranquila com a mulher dos sonhos. Mas, nem mesmo ele estava preparado para a reviravolta que a própria vida iria levar. Sim, ele é o pai do filho de Sabrina James e agora precisa lidar com toda a situação e tentar planejar o futuro lado a lado com a jovem.

“E então ela me oferece uma abertura.
- E o que você quer hoje em dia?
- Você.”

Durante as páginas finais do terceiro livro da série Amores Improváveis, O Jogo, a autora Elle Kennedy joga uma bomba em cima dos leitores, fazendo com que muitos deles, tenho a certeza, corressem para ler a sequência. Por que, convenhamos, como John Tucker, o garoto mais responsável dessa história, foi se envolver e engravidar logo Sabrina James?

Finalizei a leitura dessa obra ainda no ano passado, no modo mais rápido possível, pois a curiosidade era gigantesca e lembro que foi ode longe o meu favorito de toda a série. No início acreditei que não iria gostar, uma vez que a personagem Sabrina era totalmente irritante nos volumes anteriores. Não foi o que aconteceu. Após conhecer mais a histórias de ambos os protagonistas minha opinião mudou no mesmo instante.

Afirmo sem medo que essa obra é linda e a série não poderia ter finalizado de outra maneira a não ser essa. Claro que, sem spoilers, já nos últimos momentos do livro a autora Elle Kennedy nos dá mais um gostinho e mostra como todos os casais estão atualmente. E, por falar nela, Elle Kennedy acerta mais uma vez. Assim como os anteriores, este volume não decepciona. Com uma escrita leve e simples, ela faz com que o leitor devore as páginas o mais rápido possível. Confesso, já estou com saudades desses personagens.

E ai, você ficou curioso com esse desfecho? Quem já leu, curtiu o final dessa série? Me conte nos comentários e vamos conversar ;)
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