28.11.19

Dicas para arrasar na Black Friday

Júlia Raquel
Foto: Luna Literária

Criada nos Estados Unidos, a Black Friday dá o ponta pé inicial para as compras de fim de ano. Sucesso em diversos países, a data é celebrada anualmente na última sexta-feira de novembro.

Como já sabemos, os preços de diversos produtos despencam e, com os livros isso não é diferente. Mas, é preciso ficar atento a algumas questões na hora de comprar, pois nem tudo é o que parece. Se liga nas dicas 😁.

️ Avalie
Antes de qualquer coisa, até mesmo de dar aquela espiadinha nos mais diferentes sites, olhe para a sua pilha de livros não lidos e avalie se realmente é necessário gastar com novas leituras. Do que adianta cair na tentação de um livro por R$9,90, se nem é uma obra tão desejada assim?

🤔 Pense bem
Além de avaliar se há necessidade ou não de comprar novos livros, lembre-se "realmente vale a pena adquirir mais uma obra de suspense se já tenho tantos livros do gênero encalhados?". Pense bem no que você realmente quer e evite comprar por impulso, afinal, será mais um na pilha interminável de livros não lidos.

💻 Pesquise
Pode parecer besteira, mas pesquisar é essencial para ter certeza se aquela promoção está mesmo valendo a pena. Sites como o BuscaPé permitem que você consulte o histórico de valores nas mais diferentes lojas on-line até 6 meses atrás. Assim fica fácil saber se aquele valor realmente é promocional ou apenas o valor real do produto com uma etiqueta de IMPERDÍVEL (olha o golpe!).

Agora que você já sabe de alguns cuidados para não cair em tentação ou naquela promo furada, está liberado dar uma espiadinha nos sites. Mas, já sabe né, compras conscientes. Agora me conta, o que está na sua lista de desejos? 😉😘.
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18.10.19

Trechos favoritos: Liberdade

Júlia Raquel
Foto: Luna literária


Liberdade
ANDREA PORTES
36 páginas
Jovem adulto
Galera Record
Leia a resenha aqui

Paige Nolan é uma jovem fora do comum: fluente em vários idiomas, faixa preta em diversas categorias de luta e dividida entre três namorados. Mas ela também tem um lado cínico.


Afinal, seus pais são ativistas pelos direitos humanos, jornalistas acostumados a denunciar ditadores e coisas do tipo. Por isso mesmo, ela devia saber que bancar a heroína em uma lanchonete no meio do nada ia acabar mal.

 Agora, ela está sendo cortejada por uma agência de espionagem ultraconfidencial. A missão? Resgatar Sean Raynes, um dos heróis de Paige. Ciente dos interesses ocultos de governos e corporações mundiais, dificilmente ela gostaria de trazer do exílio o homem responsável por expor as técnicas inconstitucionais de espionagem usadas pelo governo norte-americano.


O problema é que a agência — e o espião supergato Madden Carter — tem informações privilegiadas sobre os pais da garota, que ela acreditava terem morrido no interior da Turquia.


Oi pessoal! Como vocês estão? Recentemente eu postei a resenha da obra Liberdade, da autora Andrea Portes aqui no Luna – você pode ler clicando aqui. Hoje reuni quatro trechos favoritos desse livro que tanto gostei. Espero despertar ainda mais curiosidade em você leitor. Aproveite:


“Agora não estou apenas irritada; estou irada. Na verdade, estou irada por toda a garota em todos os espaços públicos que precisam aturar esse combo de cantada/insulto. É insuportável, porque não se pode vencer, você não quer, você não pediu, mas acontece toda vez. Não apenas em bares. Andando na rua. E acontece com todas nós”.


“Não sei por que alguém usaria um arco e flecha. Quero dizer, parece um campo bastante limitado de especialização e utilidade. A não ser que seu nome seja Katniss”.


“Havia até uma menininha fantasiada de Elsa. Sem nenhum motivo. Não é Halloween. Mas vá em frente, vista-se de Elsa sempre que quiser. Seja você”.


“E ele devia nos deixar a sós. Todo mundo devia nos deixar a sós. Porque é apenas ele e eu. E isso é tudo”.

E ai, gostou desses trechos? Particularmente o primeiro é o que mais gosto e não poderia concordar mais com essas palavras. Espero que você tenha gostado. Até mais!

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16.10.19

O mito da beleza, de Naomi Wolf

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Talvez vocês não tenham me acompanhado na época em que eu estava escrevendo meu tcc (lê-se início do ano), mas as vezes eu aparecia aqui para mostrar as minhas leituras e, entre tantas, "O mito da beleza", da autora Naomi Wolf, foi uma delas.

Minha orientadora já havia avisado como este livro era devastador, do tipo que apresenta fatos históricos e joga verdades na sua cara. Por isso, pensei, é muito importante que eu compartilhe essa obra com o maior número de pessoas possível, pois todos precisam ler. Assim, cá estou, escrevendo essa resenha.




O mito da beleza
NAOMI WOLF
490 páginas
Sociologia
Editora Rosa dos tempos

Clássico que redefiniu nossa visão a respeito da relação entre beleza e identidade feminina. Um dos livros mais importantes da terceira onda feminista
 
Em O mito da beleza, a jornalista Naomi Wolf afirma que o culto à beleza e à juventude da mulher é estimulado pelo patriarcado e atua como mecanismo de controle social para evitar que sejam cumpridos os ideais feministas de emancipação intelectual, sexual e econômica conquistados a partir dos anos 1970.
 
As leitoras e os leitores encontrarão exposta a tirania do mito da beleza ao longo dos tempos, sua função opressora e as manifestações atuais no lar e no trabalho, na literatura e na mídia, nas relações entre homens e mulheres e entre mulheres e mulheres.
 
Nomi Wolf confronta a indústria da beleza, tocando em assuntos difíceis, como distúrbios alimentares e mentais, desenvolvimento da indústria da cirurgia plástica e da pornografia.
 
Esta edição, revista e ampliada, traz uma apresentação da autora contextualizando o livro para os leitores de hoje, já que esteve mais de duas décadas longe das livrarias brasileiras.


O Mito da Beleza é uma das obras que marcam a terceira onda feminista e veio para mostrar como a propaganda atinge as mulheres em diversos contextos. O livro aborda, e explica, como a nossa cultura é obcecada com o corpo feminino, mais precisamente como a sociedade acredita que a magreza é sinônimo de beleza. Mas, como essa ideia surgiu?

Este mito não nasceu agora, ele já vem de décadas passadas, se fortaleceu, principalmente, a partir dos anos 70, quando as mulheres caíram em si e diziam não a mística feminina da domesticidade. Ele nos enfraquece e põe obstáculos em diversos aspectos de nossas vidas, sejam no trabalho, saúde, amor, sexualidade, na auto estima.

Naomi Wolf discorre e traz dados (por que aqui as informações não são inventadas) sobre a violência na pornografia, a era das cirurgias plásticas, a repressão que a religião ainda impõe e, até mesmo, como o mito está ligado aos distúrbios alimentares.

Publicado em 1991, você pode pensar "o livro está desatualizado, as coisas mudaram". Sinto dizer, você está errado, pouco mudou. A medida que o leitor avança as páginas, percebe como o que ali está escrito faz tanto sentido, percebe que aquela é a nossa realidade, enfiada goela abaixo ao longo dos últimos anos.

“O feminismo tinha se tornado um palavrão. Partia-se do pressuposto de que mulheres que reclamavam do mito da beleza tinham, elas sim, algum defeito”.

A mensagem que o livro transmite é importante, mas, é aquilo que já estamos cansadas de gritar, união, apoio, empatia, amor entre as mulheres, isso fará a diferença. Precisamos estar juntas, lutando contra uma sociedade que nos desvaloriza e crê que nem todo lugar é nosso lugar de fala. Estão errados! Provamos.

Agora me conta, você costuma ler livros desse gênero? Gosta de não-ficção? E, aqueles que já leram essa obra, gostam?


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11.10.19

Trechos favoritos: Vox

Júlia Raquel
Foto: Luna literária




Vox
CHRISTINA DALCHER
320 páginas
Ficção, Distopia
Editora Arqueiro

O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.
 
Esse é só o começo...
 
Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.
 
...mas não é o fim.
 
Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.


Já pensou uma sociedade em que nós mulheres não temos poder sobre as próprias escolhas? Arrancadas de nossas realidades para servir exclusivamente aos maridos e filhos? Impedidas de ter a própria voz? E, principalmente, restringidas a falar apenas 100 palavras por dia?
É exatamente nessa realidade que se passa o livro Vox, da autora Christina Dalcher, publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. Capaz de levar os leitores ao delírio por nos fazer pensar nesta possibilidade, hoje, trago a vocês os meus trechos favoritos da obra:
❌ “Vocês não fazem ideia, senhoritas. Absolutamente nenhuma ideia. Estamos a um passo de voltar à pré-história, meninas. Pensem nisso. Pensem onde vocês vão estar, onde suas filhas vão estar, quando os tribunais atrasarem os relógios. Pensem em expressões como "permissão do cônjuge" e "consentimento paterno". Pensem em acordar um dia e descobrir que não têm voz em nada”.
❌ “Minha culpa começou há décadas, na primeira vez que não votei, nas vezes incontáveis em que disse a Jackie que estava ocupada demais para ir a uma de suas passeatas, fazer cartazes ou ligar para meus congressistas”.
❌ “- Há uma resistência? - Querida, sempre há uma resistência”.

❌ “A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada”.
❌ “ - (…) É uma organização com enorme peso religioso. - Jackie se inclinou pela janela, para ver melhor.
- E são principalmente homens. Homens conservadores que amam seu Deus e seu país. - Ela suspirou.
- As mulheres, nem tanto”.
❌ “Às vezes eu refletia sobre isso, sobre como as crianças podem se transformar em monstros, como aprendem que matar é certo e a opressão é justa, como em uma única geração o mundo pode mudar tanto até ficar irreconhecível”.
Gostou? Quem por ai já leu esse livro, curtiu a experiência?

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10.10.19

Seja o amor da sua vida, de Guilherme Pintto

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Seja o amor da sua vida
GUILHERME PINTTO
224 páginas
Auto ajuda, Literatura Brasileira
Planeta de livros Brasil

EU SEI
QUE VOCÊ
PROCURA O AMOR

Eu sei por que você está aqui lendo este livro e levantando os olhos enquanto se pergunta mentalmente: “como ele sabe?”. Eu sei porque, de alguma maneira, as pessoas se atraem. E, por alguma razão, que não saberei explicar, este livro será importante para você.

O meu desejo é iniciar um processo: não vai ser o livro que vai te ajudar a encontrar o amor da sua vida, mas o modo como você prestar atenção nos detalhes fará toda a diferença. Ele não é responsável por te salvar, assim como ninguém na sua vida é. APENAS VOCÊ MESMO! Aliás, este livro não vai te ajudar a procurar nada por aí, mas encontrar o lado mais bonito que há em você.

“Eu amei esse livro, é isto” foi o comentário na minha avaliação em 27 de setembro de 2018. Sim, já fez um ano que finalizei essa obra e só agora estou vindo falar sobre ela para vocês. Engraçado que grandes histórias mexem com a gente e, mesmo meses após a leitura, a verdadeira mensagem continua fresca em nossa memória.

“Seja o amor da sua vida” foi assim. A sensação de recém ter lido as páginas segue comigo e volte e meia me pego abrindo o e-book e relendo os meus trechos favoritos. 

Na sinopse o autor já conversa com o leitor, garante que a obra será marcante. Guilherme estava certo, foi impactante se me permitem dizer.

Um livro que nos traz reflexão, faz pensar mais em nós mesmos, no que desejamos e queremos. Ensina que amar a si é um dos caminhos mais lindos, difíceis, mas prazerosos de se encontrar.

Ele nos ensina a importância de já se amar quando for amar outro alguém. Faz toda a diferença, posso garantir. Que livro incrível. Sinto que palavras não transmitem a minha experiência, é preciso ler, apreciar, entender. 

Escrita leve, leitura gostosa, passou voando por todos os capítulos. O autor está de parabéns, me conquistou. Já adianto que você vai se identificar, chorar, gargalhar, rir de canto e amar cada palavra. Boa sorte. Se ame!

“A gente busca o amor em todos os cantos e se esquece de olhar para dentro. Mas, tudo bem, nem sempre a gente sabe como fazer isso.”. Matheus Rocha, autor de Pressa de ser feliz.

Ficou curioso? Vocês que já leram essa belezinha, me contem o que acharam ;)

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9.10.19

Todo dia a mesma noite: a história não contada da Boate Kiss

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Todo dia a mesma noite
a história não contada da boate Kiss

Daniela Arbex
248 páginas
Não-ficção
Intrínseca

Daniela Arbex reafirma seu lugar como uma das jornalistas mais relevantes do país, veterana em reportagens de fôlego - premiada por duas vezes com o prêmio Jabuti - ao reconstituir de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria perdeu de uma só vez 242 vidas.


Foram necessárias centenas de horas dos depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde - ouvidos pela primeira vez neste livro -, para sentir e entender a verdadeira dimensão de uma tragédia sobre a qual já se pensava saber quase tudo. A autora construiu um memorial contra o esquecimento dessa noite tenebrosa, que nos transporta até o momento em que as pessoas se amontoaram nos banheiros da Kiss em busca de ar, ao ginásio onde pais foram buscar seus filhos mortos, aos hospitais onde se tentava desesperadamente salvar as vidas que se esvaíam. Foi também em busca dos que continuam vivos, dos dias seguintes, das consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.


A leitura de "Todo dia a mesma noite" é uma dolorosa e necessária tomada de consciência, um despertar de empatia pelos jovens que tiveram seus futuros barbaramente arrancados. Enxergá-los vividamente no livro é um exercício que afasta qualquer apaziguamento que possamos sentir em relação ao crime, ainda impune.


Era 27 de janeiro de 2013. A imagem de um grupo de homens quebrando a parede de uma danceteria começava a ocupar todos os telejornais. Aquela seria uma das cenas mais marcantes divulgadas do incêndio da Boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Naquela noite uma festa universitária acontecia no local. Ingressos baratos, lugar conhecido e muitos jovens a procura de diversão. Durante o show de um grupo musical, a apresentação com artifícios pirotécnicos dá início ao incêndio. As chamas tomam o teto rapidamente. A energia do prédio cai. O sistema de comandas faz com que os seguranças, até então sem saber o que estava acontecendo, impeçam a saída das pessoas. Há apenas uma saída no prédio.

A fumaça tóxica da espuma para isolamento acústico matou muito mais rápido que o fogo. Havia cianeto no material da espuma, substância altamente tóxica. 241 jovens morreram na tragédia. Desses 234 infectados com a fumaça.

A autora nos transporta para essa noite de horror e desespero. Ao banheiro da Kiss, onde cerca de 180 corpos foram encontrados, o lugar de maior procura por uma saída mais fácil que a entrada; Ao ginásio, onde pais foram buscar seus filhos mortos e celulares não paravam de apitar as chamadas das mães; aos hospitais, onde médicos dobravam turnos e mais turnos sem medir esforços e um pai atendia o próprio filho vítima do incêndio.

Digerir todas as informações conforme a leitura vai acontecendo é difícil. O livro nos faz imaginar a dor dos envolvidos, o sentimento de confusão que se instalou na mente de todos os jovens naquela noite. O pânico ao perceber o que estava de fato acontecendo. Mas, acima de tudo, a tristeza pela impunidade dos responsáveis. O crime, até hoje, segue impune.

Há meses finalizei a leitura dessa obra, mas até então não consegui reunir palavras para escrever uma resenha. Difícil. Foi um livro emocionante, pesado e triste. É impossível se quer imaginar a dor das famílias, amigos e vítimas.

Chorei em muitos momentos, lá em 2013 quando vi as notícias em tempo real e agora, voltando ao passado e encarando o futuro por meio das páginas. A história daquelas pessoas não terminou, ela vive nas memórias dos conhecidos e nas ruas de Santa Maria.

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8.10.19

Leitura da semana: As mil partes do meu coração

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

"As mil partes do meu coração", romance da autora Colleen Hoover, publicado por aqui pela Galera Record, literalmente me chamou das prateleiras das Lojas Americanas.

Não, não era promoção, muito menos um preço legal. Simplesmente bati e olho e pensei "puts, que saudade de ler uma história da CoHo". Assim, cá estou eu. Já li os três primeiros capítulos e até o momento está um pouquinho previsível, alguns sentimentos da personagem principal estão repetitivos, mas, aguardo as próximas páginas.


As mil partes do meu coração
COLLEEN HOOVER
336 páginas
Romance
Galera Record

📖 Confira a sinopse: Para Merit Voss, a cerca branca ao redor da sua casa é a única coisa normal quando o assunto é sua família, peculiar e cheia de segredos.

Eles moram em uma antiga igreja, batizada de Dólar Voss. A mãe, curada de um câncer, mora no porão, e o pai e o restante da família, no andar de cima. Isso inclui sua nova esposa, a ex-enfermeira da ex-mulher, o pequeno Moby, fruto desse relacionamento, o irmão mais velho, Utah, e a gêmea idêntica de Merit, Honor.

E, como se a casa não tivesse cheia o bastante, ainda chegam o excêntrico Luck e o misterioso Sagan. Mas Merit sente que é o oposto de todos ali. Além de colecionar troféus que não ganhou, Merit também coleciona segredos que sua família insiste em manter. E começa a acreditar que não seria uma grande perda se um dia ela desaparecesse.

Antes disso, a garota decide que é hora de revelar todas as verdades e obrigá-los a enfim encarar o que aconteceu. Porém, seu plano não sai como o esperado e ela deve decidir se pode dar uma segunda chance não apenas à sua família, mas também a si mesma”.
E ai, ficou curioso? Quem já leu, vem me animar ou dar aqueles banho de água fria com a sua opinião nos comentários. Tô no aguardo para conversarmos 😉😘.
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7.10.19

O casal que mora ao lado, de Shari Lapena

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

O casal que mora ao lado
SHARI LAPENA
294 páginas
Suspense
Grupo Editorial Record
*lido pelo Kindle Unlimited

É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa, afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.

Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta e Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

Ultimamente o meu gosto por suspenses tem aumentado, então vocês imaginem só qual foi o meu entusiasmo ao ler a sinopse de “O casal que mora ao lado”. Estava certa que seria surpreendida, uma vez que adorei “Uma estranha em casa”, obra escrita pela mesma autora, Shari Lapena.

A história do livro acompanha o casal Anne e Marco, que recentemente deram à luz a primeira filha, um bebê com poucos meses. Todo o auê da obra tem início quando a vizinha Cynthia resolve fazer um jantar em comemoração ao aniversário do marido, Graham, e convida o casal de amigos, porém estabelece uma regra: nada de crianças.

A principio o casal teme em deixar a filha sozinha, mas, após insistências de Marco, resolvem a deixar com a baba eletrônica e o combinado de vir vê-la a cada 30 minutos. Isso não deveria ser um problema certo?! Afinal, eles moram na casa ao lado.

Errado! Ao voltarem para casa o pesadelo tem início: Cora, a bebê, sumiu. A partir daí você vai desconfiar de todos e descobrir muitos segredos em volta desses personagens.

“Ele vai descobrir tudo. A verdade está por aí. Sempre está. Basta encontrá-la”.

Bom, as coisas não foram como eu imaginei. O livro me prendeu de cara, não conseguia largar até descobrir todos os desdobramentos. Mas, os capítulos finais decepcionam. Reviravoltas e mais reviravoltas desnecessárias. Todo o êxtase se desvai ao descobrirmos as verdadeiras intenções de alguns personagens.

Resumindo, e sem mais críticas, é um bom suspense, possui uma leitura fluída e simples, prende o leitor e transmite aquela sensação de querer mais. Porém, o final é uma bosta. Vale a leitura? Com certeza! Aquela coisa, cada leitor possui a própria opinião e o que pode não ter sido uma experiência boa para mim – neste caso eu diria uns 65% bom –, para você pode ser incrível.

Mas, agora deixa de papo por aqui, vamos aos comentários, vocês que já conhecem essa história, concordam ou discordam dessa opinião?

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6.10.19

Nimona, de Noelle Stevenson

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Nimona
NOELLE STEVENSON
272 páginas
Graphic novel
Intrínseca


Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão.

Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo.

Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro.

Imagine poder se transformar em qualquer pessoa ou animal, sendo este real ou imaginário, em questão de segundos. Conseguiu? Pois é exatamente isso que Nimona consegue fazer.

A jovem metamorfa não sabe exatamente o que fazer com essa habilidade e por isso resolve se unir ao mais temido vilão, Ballister Coração Negro. Agora a ajudante tem como objetivo destruir o Instituto, governar o reino e tocar o terror em todos. Porém, diferente do que imaginava, Ballister tem um coração bom e nem sempre está disposto a quebrar todas as regras.

“Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes.”

Em contra partida, já que para todo vilão existe um mocinho, está o herói Sir. Ambrousios Ouropelvis, o inimigo número um de Ballister que no passado foi também um grande amigo. Ao lado do Instituto, eles são responsáveis por manter a ordem no reino, mas esta verdadeiro objetivo muda com a chegada de Nimona e vidas começam a ficar em perigo.

Ser vilão não é justamente isso? Ir contra as regras?

Que história mais gostosa meus amigos. É exatamente esta a sensação que fiquei após virar a última página do livro. A autora Noelle Stevenson faz um trabalho incrível em nos fazer questionar quem ali de fato é o vilão ou herói. Além disso, nos ensina uma valiosa lição sobre amizades. Tudo isso regada a muitas cenas com dragões, lutas e pasme, até mesmo tubarões. Prepare-se para dar boas risadas e se apaixonar por Nimona.

Vale ressaltar o traço bonito e leve da autora Noelle, com ilustrações muito coloridas e caprichadas. A editora Intrínseca também está de parabéns pelo cuidado com esta edição que está impecável do início ao fim.

 E ai, você ficou curioso com essa história? Quem por aqui já leu Nimona? Beijos e até o próximo post!

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