27.5.19

The Good Place: humor e drama lado a lado

Júlia Raquel
Foto: Ella Jardim



The Good Place
Ano 2016
Roteiro de Alan Yang e Michael Shur
Canal NBC
Kristen Bell, Jameela Jamil, Ted Danson, D'arcy Carden e William Jackson Harper

Ao morrer, Eleanor (Kristen Bell) é mandada ao Bom Lugar, onde as almas das pessoas com boas atitudes na vida vivem pela eternidade. Mas como a mesma foi uma péssima pessoa durante sua estadia na Terra, ela percebe que aquilo foi um erro. Para conquistar seu lugar antes que alguém descubra, ela conta com a ajuda de Chidi (William Jackson Harper), um ex-professor de ética e sua "alma gêmea" designada no Bom Lugar, para se tornar uma pessoa melhor.

Texto por: Kauana Mulinari

Uma série para quem curte humor com uma pitadinha de drama.

A história começa quando Eleanor Shellstrop, que é interpretada por Kristen Bell, morre e vai parar no Lugar Bom. A garota sabe que não foi uma pessoa tão boa assim durante a vida na terra, por isso acredita que está lá por engano.

Com medo de que descubram a farsa e a mandem para o Lugar Ruim, Eleanor tenta dia após dia, se tornar uma pessoa melhor. Para isso, ela conta com a ajuda de outros três amigos que também não foram boas pessoas em vida.

E, ao longo da série, uma garota que nunca havia se apaixonado durante a vida, acaba descobrindo o amor após a morte. E mais do que isso, percebe que amizades existem e que podem ser algo bom. Mas, como ela já desconfiava, nem tudo é assim... tão bom.

Uma história que conta de forma leve e hipotética como é a pós-vida, brincando com teorias que a maioria de nós conhece. A série fica disponível na Netflix e, por enquanto, tem três temporadas com episódios de 22 minutos em média.

Confira o trailer da série:



E aí, alguém já assistiu? Divide a opinião com a gente nos comentários!
Continue Lendo
26.5.19

5 motivos para ler: Corte de espinhos e rosas

Júlia Raquel

Série Corte de espinhos e rosas
SARAH J. MAAS
Fantasia
Galera Record
Onde comprar: Amazon

Boa noite gente! Para o post de hoje resolvi reunir alguns motivos para você ler uma das minhas séries de livros favoritas, se não a mais.

Motivo um: temas importantes são debatidos
A Sarah J. Maas soube introduzir assuntos como relacionamento abusivo e estresse pós-traumático de maneira brilhante nessas páginas. Feyre é uma personagem que passa por diversos momentos complicados ao longo dos volumes. A autora decidiu não ignorar essa carga emocional e explorou as consequências.

Motivo dois: a trama
É incrível como a escrita da autora consegue manipular o leitor. Se não ficar ligado nas entrelinhas e tiver uma imaginação pra lá de fértil, você ficará com o queixo caído em diversos capítulos. Além disso, a escritora foge de todos os clichês como triângulos amorosos e mocinhas indefesas, que convenhamos já estamos cansados de ler.

Motivo três: a narrativa
Com diálogos muitas vezes leves e descontraídos, Sarah faz com que o leitor não descanse até virar a última página. Diversos trechos foram destacados e acredito que as frases mais lindas saíram daqui. Também vale ressaltar como há trechos engraçados, acrescentando pequenas particularidades a cada personagem.

Motivo quatro: o universo
O universo apresentado em #Acotar é mágico, simples assim. Muito bem construído, com diversidade, belezas e particularidades. Junto com a narrativa envolvente, faz o leitor viajar por todos os lugares apresentados e desejar conhecê-los pessoalmente.

Motivo cinco: personagens
Eu arrisco a dizer que essa série possui os melhores personagens. Rhysand é o homem que sabe respeitar o espaço alheio e deixar que as pessoas tomem as próprias decisões. Feyre é uma garota que vai lutar por aquilo que julga certo e claro, a família. Cassian, Morrigan, Azriel e Amren também acrescentam muito para a estória e nos arrancam boas risadas. Amo todos!

E ai, convencidos ou não? Para aqueles que já leram, concordam comigo? Beijos e até o próximo post! 💗.

Leia mais postagens sobre a série clicando aqui.
Continue Lendo
25.5.19

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente

Júlia Raquel
Foto: Luna literária



Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
TCD
304 páginas
Crônicas, poemas e poesias
Editora Globo Alt
Avaliação: 3🌟’s

Indo contra a tendência dos textos curtos e superficiais que são postados nas redes sociais, o coletivo literário Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente (TCD) passou a produzir e compartilhar um conteúdo extenso, profundo e extremamente poético em suas páginas no Facebook e no Instagram. Com seus escritos e ilustrações, eles acabaram atingindo um público muito maior do que o esperado, nos mostrando como, apesar da crescente agilidade que nossa comunicação exige, ainda precisamos de tempo para digerir e entender nossas complexas relações humanas. Para este livro, foram produzidos textos inéditos que ganharam a companhia das sensíveis ilustrações de Anália Moraes.

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente é um projeto com pequenos e mais elaboradores textos publicados, originalmente, em uma página na rede social Facebook e eventualmente também no Instagram. Em geral, as linhas tratam de amor, o lado bonito e triste do sentimento.

Dividido em quatro temas e com ilustrações que possuem harmonia com que ali está escrito, os autores nos mostram em como ainda precisamos de tempo para digerir o que acontece com nossos sentimentos. É bem fácil se familiarizar com os depoimentos, visto que abordam situações que todos nós já enfrentamos.

“chegamos todos aqui, inteiros ou não, sentindo muito pouco ou até demais…”

Sinceramente eu tentei ao máximo gostar da obra, mas foi muito difícil. Terminei por se tratar de textos aleatórios reunidos, e por ter lido em e-book, caso contrário teria abandonado a leitura.

O problema maior, para mim, não foi se quer a escrita, mas a repetição de assuntos ao longo das páginas: fim de relacionamentos. Mesmo assim, vale destacar que há inúmeros trechos bonitinhos, capazes de render uma postagem sobre. A diagramação e distribuição das ilustrações são perfeitas, assim como alguns textos, mas, no geral, como já adiantado, a obra não me ganhou.

“amor é ter alguém soprando primavera dentro de você enquanto o mundo arranca suas folhas, como um outono”.

E ai, alguém que já leu a obra possui uma opinião diferente da minha? Vamos conversar!
Continue Lendo
24.5.19

Meu coração e outros buracos negros, de Jasmine Warga

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Meu coração e outros buracos negros
JASMINE WARGA
312 páginas
Jovem Adulto
Editora Rocco
Onde comprar? Amazon
Avaliação: 4🌟’s

Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde.

Aysel tem 16 anos e muitos problemas com os quais lidar. O pai está preso por um crime bárbaro, a mãe em uma nova família na qual ela não consegue se adaptar, a garota também não possui amigos na escola e todos a conhecem como a filha do assassino. Agora ela vive diariamente com o medo de ter herdado do pai o gene ruim que o transformou em um criminoso.

Já Roman é o garoto que aparenta ter tudo, uma boa família, amigos e está no time da escola. Porém, as aparências enganam. Por dentro o garoto está quebrado. Um acidente destruiu não apenas a própria vida, mas também a sua família.

O que os dois têm em comum? Acreditam que o suicídio pode ser a chave de tudo. Ao se tornarem parceiros de suicídio, ambos pensam que um lado ou outro irá ceder e desistir. Mas, o que eles não esperavam é que mesmo com todos os problemas do dia a dia, ainda é possível enxergar alegria nas pequenas coisas.

Ao longos das páginas também somos apresentados as famílias dos protagonistas. Os pais de Roman são super preocupados, já família de Aysel mal a nota. A garota está visivelmente passando por sérios problemas, porém ninguém se importa e ainda parecem ter medo da jovem.

É bem pesado ler todas essas páginas e saber que a tristeza consome as pessoas até o ponto de elas não conseguirem acreditar que existe uma saída. Os motivos de ambos os personagens são completamente diferentes, mas para cada um deles, é o necessário para o fim. Mesmo com um romance sendo desenvolvido ao longo dos capítulos, a lesma preta (como é chamado no livro) não os deixa e nem o amor se faz capaz de mostrar que viver é muito melhor.


“Qualquer um que já esteve triste de verdade pode dizer que não há nada de bonito, literário ou misterioso na depressão. Depressão é como um peso de que não se pode escapar. (...) A depressão faz parte de você, está nos ossos e no sangue”.

E ai, ficou curioso com a leitura? Você que já leu esse livro, concorda ou discorda?
Continue Lendo
23.5.19

22 de julho: a tragédia na Noruega

Júlia Raquel
Foto: Netflix 
A mais recente produção do serviço de streaming Netflix, intitulada 22 de julho, retrata um atentado terrorista que marcou o ano de 2011 na Noruega. Motivado por ideologias políticas, Anders Behring Breivik planejou um atentado a um prédio do governo e a um acampamento de adolescentes integrantes do Partido Trabalhista norueguês. O homem atirou covardemente contra 77 pessoas, em maioria crianças e adolescentes que estavam na ilha de Utoya.

Diferente de filmes que retratam atentados, este também foca nos acontecimentos após o incidente. Em um primeiro momento o diretor do filme, Paul Greengrass, foca todas as cenas no terror que os integrantes do acampamento sentiram desde o momento da chegada de Anders com os primeiros tiros, até quando o terrorista avança e caça um a um entre as árvores do terreno.

22 de julho também mostra como alguns sobreviventes estão lidando com a tragédia, as famílias das vítimas e o julgamento do terrorista. Neste processo os verdadeiros protagonistas são apresentados, os motivos e consequências do atentado. O terrorista, interpretado por Anders Danielsen Lie, revela-se  um militante de extrema direita que compartilha da ideia de que a Europa deveria fechar as próprias fronteiras para os imigrantes.

Além do olhar sobre Anders, outro personagem com grande destaque é Viljar Hanssen, um dos sobreviventes do atentado. A recuperação e também o testemunho contra o terrorista durante o julgamento são mostrados no longa. O ator responsável por dar vida ao personagem, Jonas Strand Gravli, brilha na tela e consegue compartilhar com o telespectador toda a dor e a busca para tentar compreender como será o futuro após a tragédia.

Completando os protagonistas, também é apresentado o advogado Geir Lippestad, interpretado por Jon Oigarden. Neste ponto o roteiro deixa a desejar, pois os verdadeiros motivos de Lippestad aceitar o caso não são esclarecidos ao longo dos minutos.

Também vale ressaltar que as escolhas dos atores para darem vida aos personagens são magníficas. Após o termino do filme, eu fui pesquisar mais sobre esta tragédia e quem de fato eram os envolvidos. A semelhança entre as vítimas e os atores são gigantescas, de fato foram escolhidos a dedo.

No mais a mensagem final do filme é clara, a intolerância e preconceito muitas vezes estão camuflados por boas ideias, podendo levar os próprios seguidores ao extremo.

Confira o trailer:


Continue Lendo
7.3.19

Capitã Marvel apresenta heroína como protagonista

Júlia Raquel
Foto: divulgação



Capitã Marvel

Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law
Duração: 122 min
Produção EUA, 2019
Direção Anna Boden e Ryan Fleck

A história acompanha Carol Danvers conforme ela se torna uma das heroínas mais poderosas do universo no momento em que a Terra se vê no meio de uma batalha galática entre duas raças alienígenas. Ambientado nos anos 1990, Capitã Marvel é uma aventura completamente nova de um período nunca visitado da história do Universo Cinematográfico da Marvel.

É do nosso conhecimento que quando se fala em filmes de heróis logo já vêm em mente os estúdios Marvel. São diversas produções, entre eles quadrinhos, séries e filmes, que se interligam ao longo dos capítulos. Mas, para aqueles mais ligados nas HQs, já era de entendimento a falta de uma personagem em todo esse universo. Sim, estamos falando da Capitã Marvel.

Logo depois do sucesso de “Mulher Maravilha”, da concorrente DC, foi à vez da Marvel dar destaque para uma protagonista mulher nas telinhas. E, em minha humilde opinião, conseguiu fazer isso de maneira incrível.

O filme nos conta uma história até então desconhecida o que deixa margem para o telespectador não entender alguns pontos, por exemplo. Isso, de fato, não acontece no longa. Com todas as cenas e acontecimentos muito bem amarrados, o roteiro inova ao inserir flashbacks que nos ajudam a compreender melhor a vida da protagonista.

Algumas dúvidas foram respondidas, como de onde surgiu o termo ‘Vingadores’, o porquê do nome Capitã Marvel e o mais importante, como Nick Fury perdeu um olho. Este último também merece muito destaque. Com uma atuação já conhecida, Samuel L. Jackson nos entrega um Fury engraçado, descontraído e nos mostra como o personagem se tornou quem é. Quem também merece reconhecimento, pasmem, é Goose, o gato que rouba a cena em diversos momentos e se mostra muito mais útil do que o imaginado. Se prepare, pois várias risadas estão garantidas com o felino.

Já a trilha sonora nos transporta para os anos 90 com direito a “Come as you are” do Nirvana e “Just a Girl” de No Doubt. Os efeitos especiais (área que eu particularmente não domino bem) também estão ótimos, inclusive valendo a pena assistir ao longa em 3D.

Mas, por outro lado, nem tudo são acertos e o filme peca ao não explorar mais a guerra Kree-Skrull. Talvez mais cenas sobre isso dariam um gostinho maior de aprovação. Claro, isso é apenas um detalhe que não chega a incomodar, talvez apenas os mais apaixonados pelas diversas teorias do MCU. Eu particularmente ia curtir mais pancadaria para este lado.

Ao contrário do que muitas críticas têm falado, Brie Larson (O quarto de Jack) brilha como a heroína. Debochada, mas ao mesmo tempo confiante e segura de si, a garota sabe para o que veio e não tem medo de testar os próprios limites, assim como as outras personagens femininas do filme.

Algumas cenas merecem destaque, pois confesso, me deixaram orgulhosa de mais uma vez conferir o protagonismo feminino por meio de heróis. Diversos flashbacks mostram a personagem caindo, escutando que não é capaz de realizar algo ou até mesmo ser muito emotiva, porém nunca desistindo. A mensagem é importante, sentimentos e sensibilidade não são um problema, isto não nos torna o sexo frágil. Recado dado em?!


Homenagem a Stan Lee
Como já era esperado logo no início do filme os produtores realizaram uma homenagem a Stan Lee. A já conhecida abertura da Marvel com os heróis deu lugar a imagens das participações dele ao longo de diversas produções. Além disso, a participação de praxe do quadrinista também acontece. Em uma cena importante no trem, quando Danvers está à procura de um Kree, ela confere se ele realmente é um humano. Não preciso dizer que o coro com “own” no cinema foi real né?

Cenas pós-créditos
O filme conta com duas cenas pós-credito, a primeira interliga Capitã Marvel a “Vingadores: Ultimato” e a segunda, após todos os créditos do longa subirem, é a vez do gato Goose roubar a cena mais uma vez.


No ano passado, o final de “Vingadores: Guerra Infinita” mostrou metade da população mundial sendo transformada em cinzas pelo vilão Thanos. Agora, para a sequência da série, é esperado que ela, Capitã Marvel, ganhe ainda mais destaque e ajude os vingadores nesta batalha. Ou seja, é sua obrigação assistir a este filme para conseguir compreender melhor este próximo. Fica ligado e não perde a oportunidade prestigiar ainda no cinema  em!

Confira o trailer do filme:

Continue Lendo
22.1.19

Arte & Alma, de Brittainy C. Cherry

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Arte & Alma
BRITTAINY C. CHERRY
308 páginas
Jovem adulto
Galera Record
Onde comprar? Amazon
Avaliação: 5🌟’s

Aria Watson era considerada invisível na escola, mesmo com todo seu talento para arte; em casa era uma boa filha e irmã. Mas tudo mudou quando ela anunciou, aos 16 anos, que estava grávida. E a notícia caiu como uma bomba. Agora ela está aterrorizada e se sentindo mais sozinha do que nunca. Levi Myers mudou-se para Wisconsin para ficar com o pai, que não via desde os 11 anos. Ele precisava se afastar um pouco da mãe e passar um ano com o pai parecia uma boa ideia, mas agora Levi não tem mais certeza. Se a mãe tem problemas, o pai é pior.

 Dois adolescentes passando por momentos difíceis e que, sem querer, encontram um no outro alguém que compreenda o que estão passando. Os dois estão despedaçados por dentro, cheios de cicatrizes. Mas, nas manhãs no bosque, enquanto tentam alimentar cervos, ou esperando o ônibus para escola, eles compartilham seus medos e incertezas. Levi está dividido entre o pai e a mãe e Aria precisa decidir o futuro do bebê que está gerando. Em palavras, e até mesmo no silêncio, os dois fazem um ao outro um pouco mais fortes. Apaixonar-se não era o plano, mas às vezes é difícil resistir quando alguém parece entender tão bem sua dor e solidão.

Aria Watson tem apenas um amigo e é o tipo de garota que não gosta de chamar a atenção, mesmo tendo um talento incrível para a arte. Mas, um acontecimento vai mudar drasticamente a sua vida e fazer com que todos os olhos recaiam sobre a estudante. Uma noite, um sussurro, um erro. Ela agora é a garota de 16 anos que está grávida.

Levi Myers nunca frequentou a escola. Criado nos últimos anos pela mãe, o jovem só conhece o mundo da sua casa, revolto por amor excessivo e muita música. Ele sonha em poder retomar um relacionamento construtivo com o pai, porém, esta não será uma tarefa fácil, já que a mãe possui um grau de esquizofrenia e depende total do próprio filho adolescente.

Aria está aterrorizada com a ideia de ser mãe, já não suporta as provocações no colégio e ainda precisa lidar com todo o drama familiar em volta da gravidez. Levi mudou de cidade para se reconectar com o pai que não via desde os 11 anos, mas uma bomba cai em seu colo e tudo a partir daquele instante muda.

Dois adolescentes perdidos, sem saberem ao certo o que esperar do futuro e quais decisões tomarem. Uma amizade surge e logo a chama do amor. Será possível eles se encontrarem um no outro? Aria é Arte. Levi é Alma.

"Minha mãe costuma dizer que a felicidade é uma coisa efêmera e que, por isso, devemos nos agarrar a ela o máximo possível, sem fazer perguntas, sem arrependimentos".

Gravidez na adolescência, câncer, transtorno esquizofrênico, morte, luto, família, amizade e transtorno obsessivo compulsivo (toc) são alguns dos assuntos tratados ao longo das páginas. Brittainy possui uma escrita leve, divertida, gostosa e trata de todos esses assuntos da maneira correta. Eu devorei esse livro e gostei tanto, mas tanto, que aquele sentimento de quero mais ficou logo após virar a última página.

Este foi o meu primeiro contato com a autora e ela me conquistou com esses protagonistas reais e claro, também com os personagens secundários, logo de cara. Gostaria aqui de dar um destaque especial a Simon, Abigail, a família de Aria e Simon. Todos tem papel fundamental na história e fazem a diferença. Leitura mais que recomendada!

"Talvez não haja nenhum problema em deixarmos de ser a pessoa que achávamos que deveríamos ser. Talvez a gente possa simplesmente ser quem é no presente e aceitar isso".

E ai você ficou curioso com essa história? Alguém por aqui que já tenha lido pode me contar se também gostou? Beijos e até o próximo post!
Continue Lendo
21.1.19

Corte de gelo e estrelas, de Sarah J. Maas

Júlia Raquel
Foto: Luna literária



Corte de gelo e estrelas
SARAH J. MAAS
Acotar #3.1
238 páginas
Fantasia
Galera Record
Onde comprar? Amazon
Avaliação: 4🌟’s

Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha. Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.
 Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.

Após a trágica batalha contra o rei Hybern, Feyre, Rhysand, o círculo íntimo e toda a Corte Noturna ainda estão se recuperando de tamanha destruição e tantas perdas. Com a confiança do povo frágil e sem a muralha separando o mundo feérico do humano, há muito trabalho pela frente.

Em meio a tudo isso ainda há o Solstício de Inverno, um antigo costume muito parecido com o nosso natal, tendo como tradição a troca de presentes, jantares e muita decoração. O feriado perfeito para curtir com a família, mas para Feyre é apenas mais um desafio com as irmãs e para provar que aquele é de fato o seu lugar.

Nesta obra Sarah nos apresenta uma Feyre e Rhys mais apaixonados do que nunca; Lucian mais perdido que cego em tiroteio, ainda; Netsha com sérios problemas e indícios de depressão; Elain quieta, porém se soltando mais; e o círculo íntimo engraçado e bem sincronizado como sempre.

A escrita da autora continua perfeita como nos volumes anteriores e a leitura acaba fluindo bem rápido, coisa para uma tarde. Sinto que este livro foi um presente aos fãs, com o intuito de dar um gostinho a mais e nos mostrar um pouco da normalidade dos nossos amados personagens.

Mesmo assim, vale ressaltar que é possível ver indícios de alguns conflitos que serão apresentados nas próximas sequências. Nada de extraordinário, mas com um quê de suspense no ar. Apenas fico no aguardo dos próximos capítulos e de muitas respostas, assim como estava ao virar a última página de “Corte de asas e ruína”.

E, para não perder o costume, quero deixar aqui um elogio à ótima diagramação por parte da Galera Record. A capa está muito linda, mesmo eu ainda preferindo a edição gringa, e por dentro o livro também está perfeito com detalhes no início de cada capítulo.

E ai, você já leu esse livro? Quem ainda não conhece a trilogia dona do meu coração? Não deixe de ler as resenhas anteriores clicando aqui.

Beijos e até o próximo post!
Continue Lendo
17.1.19

Tema do mês: pós-apocalíptico #4

Júlia Raquel
Foto: Luna literária

Sangue quente
ISAAC MARION
256 páginas
Romance
Leya Brasil
Onde comprar? Amazon

R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.
 
Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.


Na verdade histórias pós-apocalípticas vem sendo o tema deste quadro durante os últimos meses. Porém, finalmente a última indicação vai ao ar e a partir da próxima semana vamos falar sobre adaptações para as telinhas.

Mas me diz aqui, você sabia que o filme “Meu namorado é um zumbi”, estrelado pelo Nicholas Holt da série Skins, é na verdade uma adaptação cinematográfica do livro “Sangue quente”? Escrito pelo autor Isaac Marion e publicado aqui no Brasil pela Editora Leya, a obra é um romance que fala basicamente sobre estar vivo, mesmo quando se está morto.

Ambientado durante um apocalipse zumbi, a obra é narrada do ponto de vista de R, nada menos do que um morto vivo. O garoto não consegue lembrar o próprio nome, como e onde vivia antes do mundo ser o que é. Mas, sempre que come pedaços de cérebro ele consegue acessar as memórias daquela pessoa, viver um pouco outras vidas.

E, assim como em qualquer outra história sobre zumbis, R se arrasta, geme e, obviamente, caça humanos. É nesse contexto que ele acaba conhecendo uma humana. Logo após devorar o namorado da jovem, R se vê com um sentimento diferente. Ao invés de querer comer, ele sente a necessidade de protegê-la. Mas, como isso pode ser possível, zumbis podem ter sentimentos? Será possível conseguir combater a fome por meio do amor?

Com uma escrita bem detalhista, simples e leve, o autor nos entrega uma história bem engraçada e convenhamos, original. Eu como amante de narrações envolvendo apocalipses simplesmente adoro essa obra <3

E ai, você já leu esse livro ou assistiu o filme? Espero que você tenha gostado do post! Beijos e até o próximo 😘

Continue Lendo
Luna Literária • ONLINE DESDE 2017 Feito com amor por: Lariz Santana